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fevereiro
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2024

Fundação Araucária e CNPq incentivam permanência de jovens doutores no Paraná

Parceria da Fundação Araucária e CNPq, programa incentiva permanência de jovens doutores no Paraná. Foto: Fundação Araucária
Parceria da Fundação Araucária e CNPq, programa incentiva permanência de jovens doutores no Paraná. Foto: Fundação Araucária
O objetivo é criar condições favoráveis para que jovens com doutorado possam prosseguir com suas atividades de pesquisa junto a grupos e redes de reconhecida excelência no Paraná. O investimento é de R$ 12 milhões

 

Uma parceria entre a Fundação Araucária e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) está investindo R$ 12 milhões, por meio do Programa Institucional de Apoio à Fixação de Jovens Doutores, no financiamento de projetos desenvolvidos em várias regiões do Estado.

O objetivo é criar condições favoráveis para que jovens com doutorado possam prosseguir com suas atividades de pesquisa junto a grupos e redes de reconhecida excelência no Paraná e contribuir para a retenção dessa mão de obra extremamente qualificada em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e empresas em áreas consideradas estratégicas para o Governo do Estado.

Paola Sanches Cella, de 28 anos, bolsista do pós-doutorado em Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina (UEL), contribui para o avanço da ciência no Paraná. “Graças a esta bolsa eu consigo me dedicar à pesquisa científica sem precisar sair do Brasil para me especializar. Quando a gente tem recurso, conseguimos desenvolver pesquisa de melhor qualidade em benefício de toda a sociedade”, diz.

Ela desenvolve o projeto “Exercício resistido como tratamento da caquexia do câncer: um estudo dos mecanismos envolvidos usando abordagem translacional”, em que analisa diferentes volumes e intensidades de exercícios físicos em animais com câncer para observar os efeitos do exercício na doença.

A possibilidade de desenvolver novas tecnologias e avançar em sua área de pesquisa também fez com que o pesquisador Eduardo Azzolini Volnistem permanecesse na região de Maringá, no Noroeste.

Aos 31 anos, ele desenvolve o estudo “Multiferróicos magnetoelétricos: desenvolvimento e aprimoramento de conversores inteligentes e altamente eficientes para a coleta de energia limpa e renovável”, no pós-doutorado em Física da Matéria Condensada na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“O foco do nosso projeto é energia renovável e a coleta e conversão de energia limpa por meio do desenvolvimento de novos materiais. Como objetivo principal temos o desenvolvimento de um protótipo de célula solar que colete energia não somente luminosa mas, por exemplo, energia do impacto das chuvas nestas placas. São conversores de energia para uma energia limpa e mais eficiente”, destaca.

Ele diz que participar do programa Jovens Doutores permite não apenas o crescimento profissional e pessoal, por ser recém-formado, mas também o crescimento coletivo ao permitir o desenvolvimento científico em assuntos de interesse de toda a sociedade. “Sem contar a possibilidade de cooperações internacionais que o programa permite”, enfatiza.

O diretor de CT&I da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, reforça a importância da retenção dos recém-doutores para o avanço da ciência no Paraná. “É um momento em que os recém-doutores finalizaram um trabalho que os qualifica de forma muito elevada, e poder agora colocar à disposição da sociedade este conhecimento é fundamental. Sempre é importante lembrarmos o custo para a formação de um doutor. É importante que o investimento feito nesta capacitação seja retido e aproveitado pela sociedade”, ressalta.

Em Guarapuava, no Centro-Sul, a jovem pesquisadora Rafaela da Rosa Ribeiro, 35 anos, do pós-doutorado em Farmácia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), desenvolve o projeto “Mapeamento de variantes genéticas relacionadas ao câncer e o impacto delas na interação com fármacos antitumorais”, também contemplado no programa.

“A proposta do trabalho é analisar a ação destes fármacos que serão nanoencapsulados e o impacto disso em células tumorais, que possuam variantes genéticas relacionadas ao desenvolvimento do câncer para o futuro uso terapêutico destes fármacos no combate à doença”, explica.

Ela lembra que o Brasil forma muitos doutores em diferentes locais, e estes doutores estão indo para outras regiões. “Precisamos de estímulo para que os centros menores se desenvolvam e consigam fazer ciência de qualidade, consigam ajudar a população do nosso país com o retorno dos investimentos”, acrescenta Rafaela.

O programa concede auxílio para jovens doutores em todas as áreas do conhecimento de 14 instituições de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Os projetos contemplados no Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores devem ser finalizados em 2024.

 

Fonte: Agência Estadual de Notícias

 



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