sábado, 21
 de 
maio
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2022

Temporal causa falta de energia e fumicultores amargam prejuízos

Agnaldo e Urbano comparam fumo seco normalmente e outro afetado pela falta de energia. Foto: Arquivo/O RegionalA falta de energia elétrica tem sido nos últimos anos um grande motivo de dor de cabeça para os fumicultores em toda a região. Devido à inconstância deste serviço, o processo de secagem do tabaco fica comprometido, ocasionando uma perda significativa da qualidade do produto. Na noite do último domingo, um temporal ocasionou a interrupção de energia em Piên e em algumas localidades de Agudos do Sul, retomando o serviço durante a madrugada.

Um dos agricultores que tiveram prejuízos foi Urbano Kurovski, da localidade de Gramados. “Ficamos cerca de 6h30 sem energia. Estava com as três estufas em funcionamento, todas no processo de secagem da folha. Em virtude deste período sem este serviço, o tabaco ficou bastante manchado, com coloração escura”, relata Urbano, estimando um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. “O tabaco que estava secando é de meio pé e a princípio de muito boa qualidade, comparando estufadas anteriores”, conta Urbano, lamentando este imprevisto. “Chego a pagar por mês R$ 2 mil de energia elétrica e venho tendo prejuízos com este problema há vários anos. Desta vez, entrarei com processo judicial para tentar reaver parte do que perdi”, ressalta.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Piên, Agnaldo Martins, dezenas de agricultores foram afetados. “É um problema crônico, que não vemos medidas efetivas para solução. Por isso, estamos disponibilizando aos fumicultores uma assistência jurídica para ter um ressarcimento, já que além do fumo também tem as queimas de estufas e de equipamentos. Estão em andamento processos do ano anterior, cujas as audiências estão sendo marcadas e na grande maioria a causa tem sido ganha”, detalha Agnaldo. Para isso, ele reforça a necessidade do produtor anotar o protocolo de atendimento da Copel e de tirar fotos do tabaco danificado.

Além deste constante problema, Agnaldo destaca outras dificuldades enfrentadas pelos fumicultores. “O custo de produção tem aumentado consideravelmente ano a ano, enquanto que a valorização do tabaco fica abaixo do esperado, acompanhado muitas vezes de uma classificação rígida e injusta por parte das fumageiras. Além disso, muitos produtores sofrem com pragas nas lavouras e estradas precárias para escoarem a produção”, encerra Agnaldo.

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