sábado, 25
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setembro
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2021

Pesquisa do Sebrae aponta leve retomada da atividade empresarial

Muitas empresas adotaram novas medidas para melhorar as vendas com a pandemia. Foto: Arquivo/O RegionalA pandemia da Covid-19 trouxe danos incalculáveis para a maioria da classe empresarial em todo o país. Com as micro e pequenas empresas isso não foi diferente, com muitas delas tendo baixa no faturamento e até mesmo fechando as portas. Após este primeiro impacto, gradativamente os empreendimentos vão reabrindo e a roda da economia começa a voltar a girar.

Para avaliar os efeitos da crise, o Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizou no final de julho a 6ª edição da pesquisa de impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios, entrevistando 6.056 empresários em todo o Brasil, sendo 641 deles paranaenses. Esta análise apontou que no Paraná 79% das empresas estão funcionando e 64% delas tiveram mudanças devido à crise.

O estado paranaense também apresenta outros sinais de melhora, com números considerados melhores que a média nacional. Em junho, a queda no faturamento atingia 87,2% das empresas e a média de perda de receitas foi de 60%. Enquanto que em julho, este número caiu para 79% e 57%, respectivamente. Já quanto a dívidas, em junho 37% dos empresários possuíam empréstimos ou pendências em atraso, reduzindo este percentual para 32% no mês seguinte. Além disso, 36% tem os compromissos em dia e outros 32% das empresas não possuem qualquer dívida ou empréstimo.

Desde o início da pandemia, em março, até a última semana de julho, 49% das empresas paranaenses já haviam solicitado empréstimos, sendo o quarto menor percentual estre os estados. Deste número, 32% já conseguiram o crédito desejado, 21% aguardam resposta e para outros 47% este pedido foi negado. Neste sentido, a pesquisa observa que esse aumento na procura não tem sido acompanhado, na mesma velocidade, pela oferta de recursos por parte do sistema financeiro.

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, os números da pesquisa remetem a uma leve melhora nas expectativas para os donos de pequenos negócios. “Este pequeno avanço desenha um início de um novo cenário e, neste sentido, é fundamental a participação dos pequenos negócios. Mesmo que de forma lenta e variável, enxergamos um começo de uma recuperação entre os diversos segmentos. Esperamos que este ritmo positivo se mantenha daqui para frente”, ressalta.

Números nacionais – A pesquisa também divulgou números nacionais sobre a situação financeira dos micro e pequenos negócios. O estudo revela que 76% destas empresas estão abertas, enquanto que o percentual de empresas que tiveram diminuição no faturamento caiu de 84% para 81%, enquanto que a perda no faturamento era de 51% e passou para 50%. Já quanto a empresários que possuíam empréstimos ou dívidas em atraso, a pesquisa revelou que este índice passou de 40% para 36% no último mês. Os segmentos com melhora no faturamento foram indústria de base tecnológica, saúde, moda, serviços de alimentação e a indústria alimentícia. O levantamento apontou também que 41% dos Microempreendedores Individuais (MEI) trabalham em casa e 52% das micro e pequenas empresas funcionam em loja.

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