sábado, 18
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setembro
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2021

Paranaenses relatam o cenário preocupante do coronavírus no exterior

Moradora em Orlando, Dulcimara conta o cenário que a pandemia tem causado nos Estados Unidos nas últimas semanas. Foto: Divulgação/ReproduçãoPaíses de todo o mundo têm enfrentado uma grande batalha no combate ao coronavírus, adotando estratégias de prevenção e proteção da população. Desde que a curva de disseminação começou a avançar em todos os continentes, são vários os relatos de brasileiros, que foram a passeio ou mesmo aqueles que vivem no exterior, presenciando momentos de angústia durante a pandemia.

Dulcimara Schier é de Piên e mora atualmente na cidade de Orlando, nos EUA, e relata que a situação no local também vem sendo preocupante. “O cenário está se agravando cada vez mais, com uma situação bem problemática principalmente em Nova York. Mas o pessoal tem se cuidado bastante, pois já há casos e mortes em decorrência do coronavírus em Orlando”, conta Dulcimara, relatando ainda que recentemente esteve no Brasil e precisou antecipar seu retorno para casa nos EUA. “Fui para o Brasil no dia 23 de fevereiro e minha volta seria em 26 de março, mas antecipei em quase dez dias o retorno porque já havia o alarde de que talvez não poderia entrar no país. Quando passei pelo aeroporto, havia pouquíssimas pessoas no avião, todas se cuidando, usando máscara. E para entrar de um país para outro, é preciso passar por um exame rápido de febre e foi verificado meu status e como sou residente nos EUA consegui passar, mas pessoas que estavam fazendo turismo ou que estiveram em algum outro local de risco não puderam seguir”, descreve.

Segundo Dulcimara, assim como em outros países e cidades do mundo, os moradores de Orlando também estão seguindo medidas de segurança e prevenção. “Todos estão em quarentena, sendo permitida apenas caminhada solitária, há um horário para os idosos irem ao mercado, com distância nos caixas, uso de máscara, e o movimento de carros está bem baixo. Disney, Sea World, Universal Studios ou qualquer parque para o lazer estão todos fechados. Os únicos trabalhos que estão mantidos são em mercados, farmácias e em hospitais, além do delivery de comida e construção civil. Outro serviço que também está permitido é o de produção de máscaras para hospitais, a qual tenho auxiliado também”, detalha a pienense, reforçando o alerta para os impactos da doença. “Um dos maiores problemas é um surto que pega sem estar esperando e não ter preparação para atender as pessoas, com falta de médicos e estrutura. Mas, vejo que os países estão começando a se organizarem e se preparando para amenizar a situação”, finaliza.

Ronaldo e Claudia relataram o período que estiveram em Portugal e o surgimento da doença no país europeu. Foto: Divulgação/Reprodução

Moradores de Piên, o casal pienense Claudia Kurovski e Ronaldo de Almeida esteve em Portugal entre o final de fevereiro e o início de março, e relata a situação encontrada no país. “Podemos dizer que chegamos lá junto com a doença. Ao desembarcamos em Porto, uma cidade em Portugal, ouvíamos nos noticiários sobre o primeiro caso da doença no local. A todo momento nos aeroportos orientavam sobre as medidas de higienização pessoal e de certa forma coletiva, já que ficaríamos por mais de doze horas dentro de um avião com centenas de pessoas, e de todos os lugares”, contam os pienenses, relatando que no período em que estiveram na cidade, não havia anormalidade em relação à circulação de turistas. “O fluxo de turistas nas principais cidades era consideravelmente normal, praças e comércios sempre lotados, claro que, assim como nós fomos preparados, com álcool gel e itens de higiene, várias outras pessoas tinham esse mesmo cuidado”, lembram.

Claudia e Ronaldo relatam ainda que, ao retornarem ao Brasil, receberam as orientações necessárias quanto aos cuidados com a saúde. “Fomos orientados que se, caso sentíssemos alguns dos sintomas em 14 dias, deveríamos procurar atendimento médico. Para o cuidado de todos, ficamos em casa nesse período”, detalham.

Ainda conforme o casal, após o retorno da Europa, houve o relato de um amigo que teve dificuldade para retornar ao Brasil. “Na semana em que retornamos, um amigo de Santa Catarina foi para o casamento do seu filho, em Portugal, e encontrou muita dificuldade, não podendo sair do apartamento, pontos turísticos totalmente vazios, bares e restaurantes fechados, metrô com duas pessoas por vagão, mercados e farmácias com filas nas portas, tendo um limite de aproximação entre as pessoas e entrada controlada. Por muita sorte, o filho dele conseguiu casar com hora marcada e somente com os pais dos noivos. E para ele retornar ao Brasil foi bem burocrático, tendo que desembolsar mais para adiantar seu retorno”, finaliza.

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