quarta-feira, 1
 de 
dezembro
 de 
2021

O boleto de cobrança chegou!

A Climate Central é uma organização independente de cientistas e jornalistas renomados que pesquisam e relatam os fatos sobre a mudança do clima e seu impacto sobre o público. Ela comunica a ciência, os efeitos e as soluções das mudanças climáticas ao público e aos tomadores de decisão usando ciência, big data e tecnologia para gerar milhares de cenários locais e visuais atraentes que tornam as mudanças climáticas pessoais e mostram o que pode ser feito a respeito. Estes pesquisadores abordam a ciência do clima, aumento do nível do mar, condições meteorológicas extremas, energia e tópicos relacionados colaborando amplamente com meteorologistas de TV, jornalistas e outras vozes respeitadas para alcançar públicos em diversas geografias e crenças. O programa da Climate Central realiza projeções de aumento do nível do mar, avalia e mapeia ameaças costeiras globalmente com visualizações online. Os departamentos costeiros dos governos, empresas, ONGs e universidades usam esta pesquisa e materiais extensivamente.

Tendo como exemplo uma localidade mais próxima aqui no Paraná, a Ilha do Mel pode ser muito impactada em alguns cenários desta organização. Não temos boas notícias no cenário mais otimista e nem no mais pessimista para os anos de 2030 e de 2120. No melhor cenário, a porção maior da ilha será desconectada da menor assim como o farol de Nova Brasília. As faixas de areia de algumas praias serão tomadas pelo mar. A gruta de Encantadas e todo o comércio próximo ao píer da mesma vila serão impactados imensamente. No cenário mais pessimista, em 2030 a Ilha seria um arquipélago com quatro ou seis porções independentes de terra. Teremos o miolo da reserva ambiental e o núcleo residencial de Encantadas fora d’água se nada for feito.

Para quem ainda defende que este tema de mudanças climáticas faz parte do folclore é melhor começar a refletir no impacto da subida do nível do mar na zona portuária do Paraná. A questão ambiental está umbilicalmente ligada a questão econômica e social. Devemos atuar na redução dos danos do aquecimento global provocado pelo homem com atitudes que contenham a elevação da temperatura. O relatório publicado pelo Banco Mundial (2021), nos traz a informação de que as mudanças climáticas devem levar à pobreza extrema 132 milhões de pessoas até 2030 (pessoas que vivem com até aproximadamente R$ 10 por dia). Segundo o mesmo relatório, as doenças provocadas direta ou indiretamente pelas alterações no clima, devem levar 44 milhões de humanos à miséria.

A empresa de seguros Swiss Re divulgou estudo que no caso de aumento da temperatura média planetária em 2°C, a economia global pode perder 10% do PIB até 2050. Se for de 2,6°C, a redução seria de 14% e num aumento de 3,2°C, as perdas econômicas chegariam a 18%. O boleto de cobrança chegou e temos que nos organizar para pagar o preço de acordarmos tarde demais do pesadelo do desequilíbrio ambiental.

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