segunda-feira, 15
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abril
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2024

Número de matrículas na rede municipal apresenta queda de 1,9%

Região registrou queda no número de matrículas da rede municipal
Dados são um comparativo entre os anos de 2020 e 2021. Levantamento leva em conta o número de matrículas na educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental nos municípios da região

 

Dados do Fluxo de Matrículas, do Censo Escolar, mostram que houve uma queda no número de matrículas entre os anos de 2020 e 2021 na região. Como demonstrado na tabela, em Campo do Tenente, por exemplo, em 2020, foram 1.082 matrículas, já em 2021, foram 1.051. Dados são da Educação Infantil e do Ensino Fundamental anos iniciais.

A queda também é registrada em Fazenda Rio Grande, que teve 15.715 matrículas em 2020 e 15.365 em 2021, Quitandinha, com 1.902 (2020) e 1.773 (2021) e Rio Negro, 3.606 (2020) e 3.307 (2021). Há exceção em Agudos do Sul, Lapa, Piên e Tijucas do Sul, que no período registrram um aumento no número de matrículas.

A secretária de Educação, Cultura e Esporte, de Quitandinha, Josiane Mendes de Moura Weiss, afirmou que neste ano o número de matrículas saltou para 1.920 e que a queda nos números reflete o medo dos pais de mandarem seus filhos para a escola. “Devido ao receio que os pais tinham de matricular as crianças de 4 anos na pré escola houve a diferença”, explica.
Conforme abordado pela secretária, na pandemia todos os alunos tiveram acesso às aulas remotas. “Os pais que não tinham acesso à tecnologia recebiam material impresso e todas as crianças tiveram acesso às aulas em suas casas”, aborda Josiane. Segundo ela, os professores gravavam as aulas em vídeos e tiravam dúvidas via WhatsApp.

Entre os trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Educação de Quitandinha, em 2021, foram identificados os alunos com defasagem e no início do ano, os que os pais aceitaram receberam auxílio dos professores. “Com o retorno às aulas presenciais, muitos optaram pelo remoto e tentaram ter o apoio da escola e professores”, explica a secretária. Ela conta que muitos estudantes tiveram aulas no contraturno para corrigir a defasagem e ainda estão tendo neste ano.

A secretária de Educação de Piên, Clarice Fragoso, afirma que na Educação Infantil houve uma queda nas matrículas. Segundo a secretária, a motivação leva em conta a não obrigatoriedade no ensino. No Ensino Fundamental, houve o cenário de mudança dos estudantes. Conforme explica Clarice, muitas crianças foram morar com os avós por conta das aulas remotas.

Uma das ações promovidas pela Educação de Piên foi a busca ativa dos estudantes. “Uma parceria entre a Educação e as agentes comunitárias consistiu na busca de estudantes que estavam fora da escola e não matriculados”, explica.

Outra estratégia adotada por Piên foi a divulgação pelas redes sociais. “A gente trabalhou desde o ano de 2020 com atividades remotas, não parando, mesmo que de maneira remota”, explica Clarice Fragoso. A secretária afirma que os professores fizeram o envio de atividades, recolhiam os cadernos. “Um material ia e outro voltava. Além disso, contamos com vídeos, que os estudantes deveriam assistir”, comenta Clarice. Ela afirma que há uma diferença entre municípios na forma como foram conduzidas as aulas.



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