sexta-feira, 19
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agosto
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2022

Nadar em cavas é um risco para os banhistas, alerta Corpo de Bombeiros

Bombeiros fazem alerta sobre nadar em cavas. Foto: André Thiago/Sanepar
Principais perigos são pedras e galhos, em que a pessoa pode se enroscar e não se soltar. Além disso, normalmente são locais distantes, sem presença de guarda-vidas e onde o socorro demora a chegar

Com a chegada do calor, as pessoas buscam as praias, rios e cachoeiras para se banhar e ter momentos de lazer, mas ainda há os que procuram as cavas da Região Metropolitana de Curitiba, ou em outras regiões do Estado, que são locais perigosos e impróprios para banho, não recomendadas pelo Corpo de Bombeiros.

As cavas são locais geralmente distantes ou em propriedades privadas, onde até mesmo o socorro fica mais difícil em uma situação de afogamento. Segundo a porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitã Keyla Karas, geralmente a água é imprópria para banho e esconde muitos riscos, principalmente aos que se arriscam fazendo saltos, o que pode potencializar lesões devido ao choque com a vegetação e pedras no fundo.

“Os principais perigos das cavas são os que estão escondidos na água, como pedras e galhos, em que a pessoa pode se enroscar e não se soltar. Além disso, o próprio terreno arenoso dificulta a mobilidade do banhista dentro da água, fator que também contribui para o afogamento”, explicou.

Outro ponto importante é que não há Posto de Guarda-Vidas em áreas com cavas, portanto caso uma pessoa entre na água e aconteça uma emergência, terá que aguardar a chegada das equipes de socorro.

A principal recomendação é que os veranistas procurem somente praias e rios onde há guarda-vidas militar ou civil, que são profissionais preparados para prestar todo o atendimento necessário em caso de afogamento.

“As cavas são locais em que não se consegue visualizar o fundo, que é irregular, e a pessoa não consegue ter uma noção do perigo. Por isso, a principal orientação é sempre procurar um local protegido por Guarda Vidas. Sabemos que chegou a época de calor e as pessoas procuram locais para se banhar, mas orientamos que busquem locais seguros”, afirmou a capitã Keyla.

Água – Além dos riscos de acidentes, os banhistas precisam estar atentos à qualidade das águas de cavas. Alguns destes lagos artificiais surgiram a partir escavações inativadas, que eram utilizadas para extração de minerais, e inundaram por meio de lençóis freáticos e incidência de chuvas. A extração desses minerais pode ter impacto na contaminação tanto do solo, quanto da água, o que traz riscos à saúde.

Em caso de afogamento, a orientação do Corpo de Bombeiros é acionar uma equipe de emergência. “Em caso de afogamento, a orientação do Corpo de Bombeiros é não realizar o salvamento sozinho. Nós temos inúmeras situações de pessoas que tentam salvar alguém que está se afogando e acabam se tornado outra vítima. Nossa orientação é de que se disponibilize algum material flutuante à pessoa que está se afogando, como uma boia, uma garrafa plástica, ou algo que a mantenha na superfície, e acione o mais rapidamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone pelo 193”, orienta a capitão Keila.

Alerta – A instituição está reforçando a conscientização sobre as cavas para alertar a população a não frequentar esses locais. No último dia 05 deste mês, um adolescente de 12 anos morreu afogado em uma cava no bairro Campina da Barra, na cidade de Araucária, na RMC. O corpo foi resgatado pelo Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST).

Fonte: AEN



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