terça-feira, 22
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junho
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2021

Justiça nega recurso dos acusados e júri do caso Loir pode ser marcado

Loir Dreveck assassinado pouco tempo depois de vencer a eleição em 2016. Foto: Arquivo/O RegionalApós cumprir uma série de etapas burocráticas, o julgamento do caso que investiga as mortes do prefeito eleito de Piên, Loir Dreveck, e do técnico de segurança do trabalho Genésio de Almeida está na iminência de ser marcado. Na última semana, o Tribunal de Justiça negou os pedidos dos acusados e determinou a baixa do processo, com urgência, para a Comarca de Rio Negro.

No último mês de fevereiro, após ter todo o trâmite analisado em sua esfera, o Tribunal de Justiça havia decidido pela baixa do processo para a Comarca de Rio Negro. Após tomar ciência dos fatos, a defesa do ex-prefeito Gilberto Dranka, tido como um dos mandantes dos crimes, solicitou que o julgamento não fosse marcado enquanto os recursos em Brasília não fossem analisados. Já o advogado de defesa de Amilton Padilha, apontado como o atirador e assassino das vítimas, solicitou o desmembramento do julgamento de seu cliente, em relação aos réus que não recorreram ao Ministério Público.

Na última semana, o desembargador Clayton Camargo analisou os recursos e indeferiu os pedidos dos acusados. Além disso, destacou que não há dispositivos legais que impeçam a marcação do júri popular, solicitando a baixa, com urgência, do processo para a Comarca de Rio Negro.

De acordo com o advogado que representa as famílias das vítimas, Samir Mattar Assad, a expectativa é de que o júri popular aconteça ainda neste ano. “Há uma grande possibilidade deste julgamento ocorrer nos próximos meses. As partes já foram intimadas para tomarem ciência e, nas próximas semanas, deveremos ter a confirmação da data do júri”, explica Assad.

Entenda o caso – As mortes de Dreveck e Almeida ocorreram em dezembro de 2016, pouco tempo após o pleito eleitoral, que deu a Dreveck a vitória na disputa pela prefeitura de Piên. Ambos foram assassinados a tiros por um motociclista enquanto viajavam pela PR 420. As investigações apuraram que Almeida teria sido morto por engano, ao ser confundido com o político. O trabalho investigativo foi designado para a Polícia Civil de Rio Negro, com apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que ouviram testemunhas, escutas telefônicas e analisaram outras provas materiais. De posse destas informações, foi desencadeada uma operação que resultou na prisão do ex-prefeito Gilberto Dranka e do então presidente da câmara de vereadores Leonides Maahs, acusados de serem os mandantes do crime. Já Orvandir Pedrini, conhecido como Gaúcho, foi detido apontado por ser o intermediador com Amilton Padilha, tido como o assassino e que havia sido preso dias antes após roubo em Santa Catarina. Cerca de um ano após a prisão, os suspeitos de serem os mandantes tiveram o habeas corpus concedido pela Justiça e passaram a responder em liberdade, sendo monitorados por tornozeleira eletrônica. Em seguida, Gaúcho também teve concedido este direito, estando preso até hoje apenas Padilha, que também cumpre pena por outros crimes.

Defesa – O advogado de defesa do ex-prefeito Gilberto Dranka, Claudio Dalledone Junior, afirma que seu cliente é inocente e que ainda não foi informado sobre esta movimentação no processo. Segundo ele, a defesa entrará com efeito suspensivo até que os recursos sejam analisados. Para Dalledone, qualquer alteração no processo neste momento tem fins eleitoreiros.

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