terça-feira, 15
 de 
junho
 de 
2021

Escolas de ensino profissionalizante se reinventam sem as aulas presenciais

Salas de aula seguem sem alunos e Uninter de Quitandinha avançou no ensino a distância. Foto: Arquivo/O RegionalDiante da pandemia da Covid-19, quase a totalidade dos segmentos comerciais foi diretamente impactada. Entre eles estão as escolas que oferecem cursos profissionalizantes, as quais estão impedidas de realizarem aulas presenciais por tempo indeterminado e assim sendo tiveram que investir em novas tecnologias.

Atuando há mais de 15 anos com o ensino profissionalizante em Quitandinha, o empresário Amir Lemos conta com três escolas e vem enfrentando dificuldades. “A Canal C, que tem cursos presenciais, tivemos que fechar temporariamente. Enquanto que a Wizard lançou uma plataforma digital e a Uninter, que já conta com ensino a distância, disponibilizou provas e vestibulares pelo celular, apresentando neste formato um aumento pela procura”, relata.

Segundo Lemos, a paralisação das aulas presenciais afetou diretamente cerca de 15 funcionários. “São professores que deixaram de lecionar. Mensalmente, tínhamos o ingresso de 10 novas turmas em média, o que acaba agora não acontecendo”, detalha o empresário, que vem se esforçando para manter o quadro de colaboradores. “Estou estudando possibilidades e farei o máximo para que os empregos sejam mantidos. É um momento de instabilidade, mas acredito que vamos superar esse desafio e sair desse cenário mais fortalecidos”, acredita.

As dificuldades causadas pelo novo coronavírus também têm exigido que as empresas se reinventem. Em Piên, a MundiSoft iniciou 2020 com grande expectativa, apresentando crescimento de 30% na procura pelos cursos e por se tratar de um ano comemorativo em que a escola completa 20 anos. “Havíamos recém ampliado as atividades para São Bento do Sul e estávamos apresentando novidades aos alunos, dispondo de mais de 150 cursos”, recorda o empresário Vanderlei de Siqueira. Após este início animador, as atividades foram suspensas e afetaram diretamente 230 alunos. “Em um primeiro momento, foi muito difícil. A escola ficou fechada e não podíamos estar fisicamente com os estudantes”, conta.

Vanderlei de Siqueira relata o momento de grandes mudanças que esta pandemia vem causando ao segmento. Foto: Divulgação

Para superar este impasse, a equipe da escola trabalhou para apresentar novos mecanismos para que os alunos continuassem seus estudos. “Conseguimos com que 92% dos estudantes seguissem conosco, agora de forma online. Tivemos o suporte de fornecedores e o projeto e-commerce, que já vinha em desenvolvimento, foi finalizado em tempo recorde”, comenta Siqueira. Atualmente, a escola oferece mais de 300 cursos online, com todos os colaboradores atuando home office. “Nossos profissionais desenvolveram novas capacidades e o relacionamento com os alunos e pais ficou ainda mais próximo. Ao contrário do pessimismo, adotamos uma visão de oportunidade. O mercado está mudando e, assim que voltarmos, a nossa escola contará com as aulas presenciais e tradicionais, além de uma nova e bem estruturada modalidade de ensino a distância”, finaliza.

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