quarta-feira, 17
 de 
agosto
 de 
2022

Desafios em tempos de crise

As prefeituras da região enfrentam dificuldades financeiras por conta da crise econômica e política que se estabeleceu no país nos dois últimos anos. Recentemente, o prefeito da cidade de Rio Negro chegou a afirmar que está repensando sua candidatura à reeleição. Tem avaliado que sem receita e com a contínua queda de repasses não haverá perspectivas para um mandato de novas obras e serviços. Para alguns a declaração do prefeito rionegrense aparenta estratégia política, outros consideram que trata-se da mais pura realidade sentida em todas as demais administrações públicas da região e do Brasil.
O fato é que a crise já se tornou cenário conhecido da população brasileira e cada vez mais provoca a capacidade de reação e superação do país. No caso local, diante da queda de receita e necessidade de manutenção dos serviços básicos, é imprescindível que os governantes sejam ainda mais firmes na aplicação do dinheiro público, no controle de gastos, nas despesas com funcionalismo e na implantação e fortalecimento de iniciativas e políticas públicas que possam fazer diferença.
Um exemplo é a questão do lixo, ainda é tímida ou quase inexistente ações visando a redução na produção e o aproveitamento de resíduos. Enquanto as prefeituras não trabalham neste sentido, continuam pagando caro pela coleta e destino do lixo. Outra deficiência é a aplicação das regras dos planos diretores. Para não perder capital político, continua-se fazendo vista grossa sobre invasão de áreas e construções em locais impróprios. E, cedo ou tarde, as consequências serão do erário público.
Em alguns casos, falta também coragem para cortar os chamados cargos de confiança e utilizar-se somente do necessário possível. Há também, em todos os municípios, os chamados códigos de posturas, que ficam esquecidos nas prateleiras. Não queremos dizer com tudo isso que os governantes estão despreocupados com a crise, pelo contrário, sabemos que vivenciam diariamente as dificuldades de administrar, planejar e realizar com menos.
Mas a questão aqui é destacar a importância de fazer a diferença, enfrentar e mostrar que é possível. Sem esquecer que somos todos responsáveis.

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