domingo, 5
 de 
dezembro
 de 
2021

Décimo terceiro das prefeituras injetará mais de R$ 23 mi na região

Prefeitura de Tijucas irá pagar o décimo em parcela única no próximo mês. Foto: Arquivo/O RegionalAguardado com ansiedade pelos servidores públicos e motivo de apreensão para muitos gestores, o pagamento do décimo terceiro deverá movimentar a economia local nos próximos meses. Nas dez cidades da região, o valor total injetado ultrapassa a casa de R$ 23 milhões.

Na região, cinco prefeituras optaram pelo pagamento deste benefício em duas parcelas, sendo a primeira delas já quitada e a segunda prevista para dezembro. Nos demais municípios, os gestores fizeram a opção pelo pagamento em cota única, a qual deverá ser paga também no próximo mês.

Para a consultora em políticas públicas, Ana Maria Mottin, o pagamento do décimo exige um amplo planejamento das prefeituras ao longo de todo o ano. “A orientação é que a cada mês seja reservado um valor para cobertura deste benefício, evitando assim transtornos maiores na reta final do ano”, avalia Ana Maria. Segundo ela, no último trimestre do ano as receitas tendem a ter um aumento, mas, para este exercício, o crescimento real ainda é considerado lento. “Muitos municípios esperam o recurso da cota extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que colabora e muito, mas, que também pode acabar não vindo. Por isso, é fundamental ter todo um cuidado e austeridade nos gastos”, recomenda.

De acordo com o contador e controlador interno da prefeitura de Agudos do Sul, João Airton Negrelli, o município optou pelo parcelamento do décimo para não sobrecarregar os gastos no final do ano. “As receitas acabam sempre oscilando e é preciso ser precavido. Tivemos ao longo deste ano, uma série de investimentos que necessitaram de recursos próprios, além de um aumento no pagamento de auxílios aos servidores, precatórios e de dívidas previdenciárias”, detalha Negrelli, salientando que devido a este fator os pagamentos com os fornecedores devem ter um prazo maior. “Naturalmente, a prioridade passa a ser quitar os débitos com o funcionalismo. Em seguida, é trabalhado para sanar as demais pendências e tentar fechar o ano da maneira mais equilibrada possível”, finaliza.

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