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2021

Cresce o número de mulheres que resolveram empreender na região

foto-fotografaAs mulheres estão cada vez mais ocupando lugares de lideranças em todos os setores, seja nas empresas que trabalham, ou até mesmo em seus empreendimentos. É o que prova um dado do ano de 2020, que mostra o número de empresas abertas por mulheres, que foi 40% maior do que o ano de 2019.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNAD), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de nove milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil. Já um relatório de empreendedorismo feminino, feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostra que 48% dos microempreendedores individuais são mulheres.

No estado do Paraná, segundo o Sebrae/PR, hoje há 549.572 empreendedoras mulheres, o que representa 6% das empreendedoras do Brasil e 34% do total de empreendedores do estado.

A fotógrafa e empresária de Piên Débora Martins afirma que o principal desafio encontrado na hora de empreender foi o investimento, que segundo a empresária, deve ser constante. “A gente deve estar sempre investindo em conhecimento, se aperfeiçoando e gerenciando nosso tempo”, argumenta a empresária.

Débora comenta que este momento de incertezas para o país e para o mundo exige muito esforço e determinação. “Em tempos de pandemia a falta de certeza sobre o futuro só faz o esforço ser maior possível”, afirma.
A empresária sempre se interessou por fotografia, foi quando decidiu buscar uma especialização. “A fotografia sempre foi algo que me interessou muito e quando vi que poderia trabalhar com isso, busquei um aprofundamento”, diz.

Há pouco mais de um ano, a fotógrafa resolveu dar um passo a mais. Investiu em um espaço físico. “Percebi que a procura para isso estava muito alta, e é algo que vem crescendo ainda mais, os desafios são ainda maiores”, finaliza.

A empresária de Quitandinha, Liliane Laiz Farina argumenta que um dos seus principais desafios é a concorrência, que segundo ela, é forte. “O ambiente está cada vez mais concorrido para os empreendedores, o que torna o mercado mais complicado”, comenta.

Liliane aborda que fazer uma gestão também é um dos grandes desafios. “No início tive dificuldades de fazer a gestão administrativa, cuidar do marketing, do controle de vendas, da frente de caixa, do controle financeiro, entre várias outras coisas”, diz Liliane. Ela considera que isso é um grande desafio, pois, não teve uma experiência antes, mas que com o tempo aprendeu a lidar com situações diárias.

Liliane diz que empreender para ela significa doar tempo a um sonho. E que também é necessário estar de olho nas oportunidades para manter a sua cartela de clientes.

Desigualdade salarial: Dados mostram que as empresárias brasileiras tem mais formação, se comparado aos homens. Empreendedoras no país possuem um nível de escolaridade 16% superior aos homens, mas ganham 22% menos do que os empresários.

A economista e consultora do Sebrae-PR Marcia Giubertoni argumenta que na sociedade ainda há um reconhecimento maior para o homem. “As mulheres acabam se capacitando mais, mas ainda acabam recebendo menos”, aborda. Segundo a especialista, mesmo com formação superior à dos homens, os cargos de confiança são ocupados majoritariamente por pessoas do sexo masculino. “Os cargos de gerentes, diretores, são na maioria ocupados por um homem. E quando uma mulher ocupa um cargo desse, o salário é menor”, defende.

Mais do que fatos do cotidiano, a especialista aponta que isso é um fator cultural. “Nós ainda vivemos em um mundo machista”, diz. Embora seja uma luta diária pela conquista do espaço, a economista defende que muitas mulheres já decidiram empreender e são responsáveis pelo sustento da casa.

A consultora aborda que as mulheres resolvem abrir seus negócios por necessidade. “Muitas vezes não é o melhor negócio, é preciso ver o que o mercado está pedindo. É preciso empreender para ganhar dinheiro”, argumenta. Em contrapartida, a especialista aponta que as mulheres são mais cautelosas, planejam mais, enquanto os homens são mais precipitados e agem na maioria das vezes em situações por impulso.

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