segunda-feira, 8
 de 
agosto
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2022

Construção civil encolhe e amplia o desemprego

Sérgio foi um dos pedreiros que diminuíram a equipe de trabalho com a queda na demanda de serviços dos últimos meses. Foto: Arquivo/O RegionalA construção civil sempre se destaca pela geração de empregos e por oportunizar vagas para profissionais que não possuem qualificação. O setor representa 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e nos últimos anos estimulou o crescimento do país. Agora, porém, com a crise econômica vem mostrando perda de dinamismo e ampliando o fechamento de postos de trabalho. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), no ano de 2015 foram eliminadas 500 mil vagas no setor.
Na região, todas as cidades sofrem o reflexo da crise na área da construção. Um levantamento feito nesta semana mostra expressiva queda no número de alvarás de construção emitidos pelas prefeituras. Em 2014 foram expedidos 1751 liberações, já em 2015 foram 1515 alvarás e neste ano são 286 autorizações. Com menor volume de obras a manutenção de empregos no setor foi impossível. Segundo o pedreiro João Silvio da Cruz, de Tijucas do Sul, nos últimos 20 anos não houve uma desaceleração tão grande de serviço no setor quanto agora. “Estou trabalhando em ritmo diferente para garantir atividade e já fui acionado por muitos profissionais que perderam emprego e estão procurando nova colocação”, contou o pedreiro. O pedreiro Sérgio Sgarabotto, que atua na região de Piên, conta que já teve equipe de 10 pessoas trabalhando com obras na construção civil, mas a crise acentuada dos últimos dois anos mudou totalmente a demanda de serviços. “Estamos em apenas duas pessoas e além da baixa procura, também somos obrigados a rever valor de orçamentos”, explica.
De acordo com a Cbic, uma das alternativas para recuperar o movimento no setor é rever as opções de crédito e identificar novas fontes de recursos para o financiamento imobiliário. A intenção é buscar alternativas à caderneta de poupança, tradicional origem do crédito da área imobiliária no Brasil. A entidade também defende o combate à informalidade no setor da construção, que subtrai receitas tributárias e previdenciárias do poder público. Segundo a Cbic, uma parcela de 54% da mão de obra na construção civil está empregada em condições de informalidade, à margem da legislação trabalhista. Em situações de crise econômica, como a atual, a informalidade tende a se ampliar, caso o governo não fiscalize e combata essas práticas irregulares.

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