sexta-feira, 24
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setembro
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2021

Com medidas restritivas, turismo da Lapa busca se reiventar na crise

Casa Vermelha vinha tendo grande movimentação antes de paralisar as atividades. Foto: DivulgaçãoCom um rico acervo histórico e cultural, a cidade da Lapa recebia milhares de turistas ao longo de todo o ano. Este cenário, no entanto, foi totalmente modificado nos últimos meses em decorrência da Covid-19, que deixou hotéis e espaços públicos vazios, fazendo com que todo o segmento do turismo fosse drasticamente afetado.

De acordo com o coordenador geral de Comunicação e Eventos, Marcio Assad, o volume de turistas praticamente zerou na cidade. “Recebemos, com rara frequência, grupos de motociclistas. Até mesmo o cicloturismo, que estava em alta, foi interrompido”, conta Assad, que também é empresário do ramo hoteleiro. “Vivemos um cenário desolador, com uma crise sem precedentes, considerada a mais grave perante a tantas outras já enfrentadas”, lamenta.

Apesar da situação momentânea, Assad mantém esperança na retomada do turismo pós-pandemia. “Especialistas apontam que as pessoas vão continuar viajando e, com o represamento que estão sofrendo, irão procurar posteriormente locais em um raio de até 100 quilômetros de onde residem”, relata Assad, destacando a necessidade de se implantar novos mecanismos. “É fundamental que o turismo se reinvente para atrair os turistas. Criar opções de lazer para toda família, como tours de bicicleta e aulas de gastronomia, são pontos, entre vários outros, a serem explorados, além da necessidade de fortalecer as estratégias de marketing”, avalia.

Um dos locais atingidos pelos efeitos da pandemia é o Centro de Artesanato Aluísio Magalhães, conhecido como a Casa Vermelha. “Antes chegávamos a receber cerca de 2 mil pessoas por mês, com excursões e visitas dos alunos. Agora, estamos há mais de dois meses de portas fechadas”, lamenta a coordenadora do espaço, Juelita Baiotto.

A paralisação das atividades afetou diretamente mais de 280 artesãos e produtores credenciados a Casa Vermelha. “A venda mensal gerava uma receita média de R$ 17 mil. Além de produtos artesanais, contávamos com vários itens alimentícios, como geleias”, conta Juelita, que espera uma mudança no panorama atual. “Vivemos a expectativa de dias melhores, somos uma parte de muitos segmentos afetados”, conclui.

Aplicativo Coisas da Lapa – Para auxiliar os produtores, artesãos e cooperativas, a prefeitura está trabalhando na elaboração de um aplicativo para vendas de itens produzidos na Lapa. Esta iniciativa visa fortalecer os produtos lapeanos, os quais terão um selo de identificação e serão devidamente vistoriados. Neste primeiro momento, os produtos e produtores estão sendo catalogados, não havendo um prazo para o início das vendas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone/WhatsApp (41) 99986 1011, com Marcio Assad.

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