sábado, 2
 de 
julho
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2022

Caminhoneiros reforçam a importância da categoria em meio à pandemia

Classe reforça as medidas adotadas para a manutenção das atividades. No próximo domingo é celebrado o dia do motorista

Com a chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil, inúmeras classes de trabalhadores foram diretamente impactadas pelo novo cenário e muitos profissionais precisaram se desligar de suas atividades, enquanto outros seguiram trabalhando, porém, com os cuidados redobrados para evitar a contaminação pelo vírus.

Uma das categorias que não pararam durante os últimos meses foi a dos caminhoneiros, com a missão de manter o abastecimento de mantimentos e insumos em todo o país. Expostos a diversos riscos e, principalmente, doenças, estes trabalhadores foram incluídos como público prioritário na vacinação contra o coronavírus. Dados obtidos pela reportagem junto às Secretarias Municipais de Saúde apontam que, até a última quarta-feira, 3 mil profissionais da estrada já haviam recebido o imunizante nas dez cidades da região.

Atuando há anos como caminhoneiro, Silmar Knutz relata que os impactos em suas atividades foram sentidos apenas no começo da pandemia. “Fiquei parado uns 30 dias, mas depois continuei viajando tomando todos os cuidados necessários”, conta Knutz, relatando que, felizmente, não positivou contra o novo coronavírus, mas que segue com todos os cuidados, mesmo após ter sido vacinado. “Tomei a primeira dose em 12 de junho”, detalha.

Para o trabalhador, a classe deveria ter sido priorizada já no início da campanha, por estarem viajando constantemente. “Vejo que os caminhoneiros deveriam ter tido uma certa preferência no começo da vacina, devido aos lugares que vamos e lugares diferentes”, avalia Knutz, detalhando sua rotina nas estradas do país. “Minha rotina como caminhoneiro é ir para São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na maioria das vezes, fico mais de uma semana fora de casa”, conta.

O gerente da Cooperativa dos Transportadores de Carga do Suleste Paranaense (Cooperleste), Wilson Fragoso, ressalta que, apesar da pandemia não ter impactado de forma tão intensa, a atuação da categoria se manteve em destaque. “Para o setor de frete, houve uma queda acentuada no faturamento no primeiro mês da pandemia. Mas em seguida, já começou a normalizar e até superou as expectativas”, conta.

Segundo Fragoso, uma das dificuldades que persistem na atividade anualmente está relacionada à questão do custo operacional. “Há aumento excessivo do preço do diesel e itens que compõem o transporte. Além disso, a renovação da frota é necessária”, avalia o gerente, enaltecendo a importância da classe trabalhadora. “Os caminhoneiros se mantêm em atividade e é preciso dar continuidade ao trabalho, seguindo todos os cuidados”, finaliza.



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