segunda-feira, 20
 de 
setembro
 de 
2021

Banho de floresta

Na história de nossa espécie sempre tivemos íntimo contato com a natureza. Éramos caçadores e coletores e dependíamos dela para tudo (assim como hoje). Perambulávamos pelo planeta em busca de alimento e abrigo. A floresta era a nossa casa. A diferença é que naquele tempo matávamos apenas para a nossa sobrevivência e não para acumular riqueza. Quando começamos a acumular alimento surgiram algumas doenças e aí a nossa história começou a ter capítulos mais cruéis tanto quesito social quanto no de saúde.

Os japoneses estudam muito esta questão do “banho de floresta” (shinrin-yoku, em japonês). Segundo eles, este contato com a natureza traz benefícios físicos e mentais. Temos 84,72% dos brasileiros vivendo em áreas urbanas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2015) e mesmo nestas áreas temos parques que permitem esta imersão. As gestões municipais devem preocupar-se em ampliar as suas áreas verdes e assim influenciar diretamente na qualidade de vida de sua população.

Existem áreas ótimas para o desenvolvimento de projetos em todas as cidades. No entorno de nascentes e nas margens de rios temos as Áreas de Preservação Permanente (APPs) que são áreas protegidas pela Lei 12.651/2012 (Código Florestal). Com função de preservação de recursos hídricos e da biodiversidade, estas áreas protegem o solo e asseguram o bem-estar das populações humanas. Como são áreas intocáveis, devem fazer parte destas Unidades de Conservação.

Neste caso então temos como aliadas demandas do meio ambiente, com suas áreas propícias ao “banho de floresta”, demandas sociais haja vista que esta ocupação pelo poder público evita a invasão de áreas de risco e econômico se considerarmos que o bem-estar do trabalhador impacta diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Por: Raphael Rolim de Moura – Biólogo, Especialista em Gestão e Planejamento Ambiental, Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor universitário e atualmente ocupa Diretoria na Comec

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