sexta-feira, 22
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outubro
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2021

Agricultura e Meio Ambiente, um casamento necessário

Trigo, soja e milho são os principais produtos do agronegócio paranaense e grandes áreas de cultivo são mantidas no estado. O Paraná, além de um grande produtor destes grãos, possui também um dos grandes portos graneleiros do mundo que é o Porto D. Pedro II, em Paranaguá. Por este porto grande parte da produção é escoada para praticamente todo o mundo.

Comumente ouvimos algumas pessoas manterem o pensamento de que o meio ambiente é um entrave para a agricultura. Esta visão errônea deve ser corrigida ao passo que o mundo do agronegócio depende diretamente de boas condições ambientais para se desenvolver. Sem água, ar e solo de qualidade não há produção vegetal. Os fatores ambientais estão diretamente ligados aos fatores indutores de produção.

O agricultor deve se preocupar em preservar e recuperar a qualidade de seus rios e nascentes. Por lei, existe uma Área de Preservação Permanente (APP) que, como o próprio nome diz, deve manter-se preservada. Para os rios menores deve-se manter uma área de 30 metros de distância a partir da margem. Nesta área não é permitida nenhuma atividade. Das nascentes, um raio de 50 metros deve ser preservado.

A manutenção destas áreas e, consequentemente, garantia do cumprimento da lei garante um processo de cuidado com o principal insumo agrícola: a água. O uso de agrotóxicos deve ser motivo de estudo para que os corpos hídricos não sejam contaminados. Existe um risco considerável de contaminação do lençol freático em virtude do mal uso destes produtos.

Mas então como fazer este casamento do “agro” com o “eco”? Primeiramente, realizando um processo de convencimento técnico de que um meio ambiente equilibrado faz com que a produção agrícola seja beneficiada. Já num segundo passo entendendo que toda a contaminação de solo, ar ou água tem ação direta na saúde do trabalhador rural, dos moradores da região e também dos consumidores destes produtos. Todos podemos viver em harmonia aliando produção com preservação.

Por: Raphael Rolim de Moura – Biólogo, Especialista em Gestão e Planejamento Ambiental, Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor Universitário e atualmente ocupa Diretoria na Comec

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