sábado, 2
 de 
julho
 de 
2022

Agricultores da região enfrentam desafios e buscam alternativas

Agricultor Anizio Mickus decidiu deixar a fumicultura para investir na produção de morangos. Foto: Arquivo/O Regional

No dia 25 de julho é comemorado o dia do colono e, no dia 28, o dia do agricultor. Ao celebrar a data, a categoria é lembrada pela sua importância para a sociedade e também lembra os desafios da atividade.

Em municípios do suleste paranaense, uma das culturas de destaque é a fumicultura, que é fonte de renda para centenas de famílias e, consequentemente, movimenta importante parcela da economia local. No entanto, nos últimos anos, muitos produtores de tabaco têm relatado dificuldades para se manter no ramo.

O agricultor Anizio Mickus, de Agudos do Sul, cita principalmente a desvalorização da produção. A venda na última safra ele define como péssima, com classificação bem abaixo do que deveria ser por parte das empresas que compram o produto. Ele havia plantado 80 mil pés no último ano e estava no cultivo do fumo há 12 anos. Diante disso, ele decidiu buscar alternativas e diz que mais gente fez isso.

Mickus abandonou a produção de tabaco, vendeu os equipamentos do ramo e partiu para o cultivo de morango. Ele fez os investimentos necessários e plantou 10 mil pés. “No final de agosto eles devem começar a produzir”, conta o produtor. Ele vem contando com assistência técnica e diz que já tem contatos para venda, com boas expectativas de que a rentabilidade seja maior que a do fumo.

Sobre a comercialização da safra 2020/2021, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e federações do setor dos três estados do sul manifestaram recentemente insatisfação. Segundo elas, desde o início da compra as empresas fumageiras empregaram rigidez na classificação e, a partir da primeira quinzena de maio, quando 80% já estava comercializado, mudaram a compra, valorizando as classes e aumentando o valor pago. “De forma alguma somos contra o produtor ser bem remunerado. Porém, não podemos aceitar as mudanças nas políticas de compra que, na safra, foram de uma grande rigidez para uma completa abertura de valorização, o que trouxe prejuízos aos produtores que já haviam comercializado parte ou toda a sua produção”, reclamaram, pedindo uma valorização justa e equilibrada e pedindo que as empresas bonifiquem os prejudicados.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Piên, Agnaldo Martins, também cita a indignação dos produtores, que apontam falta de critério. “A negociação sempre foi bem complicada”, enfatiza. Segundo ele, a previsão em todo o sul do país é de 13% a menos de área plantada para a próxima safra e a classe espera maior valorização.



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