quarta-feira, 10
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agosto
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2022

Agora em lei, municípios da região integram a Rota do Pinhão

Venda de pinhão também é realizada em comércios localizados próximos às rodovias onde há grande fluxo de pessoas de outras cidades. Foto: Arquivo/O RegionalO pinhão, produto bastante tradicional na região, já era tema de turismo no Paraná. Agora, este roteiro turístico, denominado de Rota do Pinhão, foi oficializado por uma lei estadual

O projeto de lei, proposto pela deputada Claudia Pereira, foi recentemente aprovado e posteriormente sancionado pelo governador Beto Richa. A região foi incluída no Roteiro Turístico Oficial do Estado do Paraná. O objetivo da regulamentação do roteiro foi o de dar mais visibilidade ao tradicional itinerário turístico e fomentar a divulgação dos atrativos.

Os municípios que compõem a Rota do Pinhão são Araucária, Balsa Nova, Bocaíuva do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Curitiba, Lapa, Piên, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Rio Negro, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. Apesar de não constar na lei, o município de Campo do Tenente é citado na rota com o atrativo do Mosteiro Trapista.

A venda do pinhão é bastante comum na região. O coordenador da Associação dos Pinhoeiros de Tijucas do Sul e São José dos Pinhais (Assopinho), Luiz Roberto Aleixo, relata que a Rota do Pinhão já existia e que esta formalização contribuiu bastante.

Porém, ele reclama da falta de valorização à entidade, que foi fundada em 2008 com intuito de organizar a ajudar os vendedores de pinhão que estavam sendo privados de sua atividade nas estradas após a privatização de rodovias. “Fomos o primeiro e ainda somos o único grupo organizado reconhecido por órgãos ambientais para venda deste produto”, cita.

Segundo Aleixo, a associação está abandonada pelos órgãos públicos há alguns anos e não tem mais nem sala para reuniões. A venda também não está mais tão organizada. “Das cerca de 50 bancas de pinhão entre Tijucas e São José, poucas estão devidamente legalizadas”, elenca.

Ele aponta algumas conquistas da Assopinho, como a mudança no calendário da venda do pinhão e a ajuda na chamada lei do pinheiro, que incentiva o plantio e elimina parte da burocracia quanto a este tipo de árvore. Segundo o coordenador, que comercializa pinhão oriundo de diversos municípios, o pinhão tem importância econômica para a região. Ele estima que, entre Tijucas e São José dos Pinhais sejam vendidas de 200 a 250 toneladas por safra.

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