terça-feira, 9
 de 
agosto
 de 
2022

À procura dos cofres, criminosos explodem mais dois bancos na região

Banco do Brasil de Piên teve a parte interna da agência destruída/Foto: O RegionalOs moradores da região estão tendo de se acostumar a acordar de madrugada com explosões e até mesmo com tiroteio. Isso porque, estão cada vez mais frequentes os arrombamentos às agências bancárias, sendo que agora o alvo dos meliantes não é mais os caixas eletrônicos, mas sim os cofres. Na última semana, mais duas ocorrências desta natureza foram registradas.
Em Piên, na madrugada da última quinta-feira, por volta das 4h50, meliantes fortemente armados invadiram a agência do Banco do Brasil. Após quebrarem portas, realizaram duas explosões em um dos cofres. Na sequência, recolheram o dinheiro e fugiram em uma caminhonete. “O interior do banco ficou todo destruído. Foi uma ação rápida e realizada por uma quadrilha especializada neste tipo de crime”, relatou o comandante da Polícia Militar de Piên, Sargento Amaral.
Já na madrugada seguinte, uma ocorrência semelhante aconteceu em Tijucas do Sul, onde o alvo também foi o Banco do Brasil. Cerca de oito elementos, que utilizavam três veículos e estavam armados com fuzis, invadiram a agência e promoveram duas explosões. Como a igreja católica é localizada próxima ao banco e os fiéis realizavam vigília, os meliantes fizeram disparos para conter possível aproximação das pessoas e também dos policiais. Na fuga, eles jogaram artefatos para perfurar os pneus dos carros e evitar perseguição policial. “Toda a ação durou cerca de 10 minutos. No entanto, os criminosos estouraram somente um dos cofres e este continha apenas cédulas de pequeno valor”, relatou o comandante da Polícia Militar de Tijucas do Sul, Sargento Toledo. Já no período da manhã, um veículo Vectra, utilizado pelos marginais, foi encontrado abandonado na localidade de Ambrósios. “Este automóvel havia sido roubado no mês de fevereiro, em Curitiba, e estava com placa clonada”, contou o Sargento.
Criticada por alguns moradores por não intervir de forma mais acentuada nestas situações, a Polícia Militar se defende e destaca que não há o que possa ser feito com a situação atual. “Infelizmente estes criminosos vêm fortemente armados e em maior número do que o efetivo policial. Um confronto neste caso seria fatal para os policiais e colocaríamos também a vida de outras pessoas em risco, já que com a força do armamento deles as paredes das casas seriam facilmente perfuradas”, explicou o Sargento Toledo, ressaltando que a PM possuiu apenas pistolas para o combate. “A partir do mês que vem, aguardamos a chegada de um fuzil”, concluiu.
Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, a situação poderá se agravar ainda mais. “Antes, os bandidos explodiam os caixas eletrônicos ou mesmo utilizavam maçarico e outros artefatos. Agora, com a diminuição do dinheiro nestes locais, eles estão procurando diretamente os cofres. Posteriormente, se não encontrar dinheiro ali também, o próximo passo será assalto à mão armada com as agências em funcionamento, como já foi registrado recentemente no Paraná”, alertou João.
Para o sindicato, a ineficiência na segurança pública, acompanhada de falta de investimentos dos bancos, é o principal causador destes crimes. “Primeiramente os criminosos possuem armamentos pesados e não há um combate efetivo para evitar que ele chegue na mão dos bandidos. E por outro lado, ainda hoje registramos algumas agências que nem mesmo porta com detector de metais possui, isso é o básico”, ressaltou João Soares.

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