terça-feira, 26
 de 
outubro
 de 
2021

A aposentadoria de governador é um exemplo das muitas contradições

O governador Ratinho Junior anunciou nesta semana que o primeiro projeto de lei que vai assinar e enviar para a Assembleia Legislativa do Paraná trata do fim da aposentadoria para ex-governador do Estado. Para conhecimento, todos os ex-governadores paranaenses recebem cerca de R$ 30 mil mensais pelo fato de terem dirigido o Estado. Não importa se tenham ficado oito ou quatro anos e até mesmo alguns meses. O ex-governador Orlando Pessuti, que ficou no cargo apenas 9 meses, e igualmente a ex-governadora Cida Borghetti, têm direito ao significativo benefício.

Se já não bastassem tantos exemplos de privilégios e regalias no poder público brasileiro, o Paraná contribui de forma expressiva ao pagar aposentadoria para ex-governadores, inclusive com valor tão significativo. Nestes casos, sempre há por parte dos interessados a justificativa da existência do amparo legal, não importando qual seja o tamanho da imoralidade e penalização aos recursos públicos.

Não é possível que diante das inúmeras necessidades que atravessa a população brasileira, especialmente básicas, como saúde, educação, moradia e segurança, nossos governantes continuem se aproveitando das suas funções para aumentar seus privilégios. Que tipo de sociedade vamos construir quando proporcionamos tudo para poucos e praticamente nada para toda a massa restante?

Cada vez mais se faz necessário ampliar o debate a respeito e identificar políticos que não tenham discurso e atitudes demagogas e que mostrem identificação com as demandas dos que mais precisam. Por isso, precisamos motivar aqueles que já estão ocupando cargos públicos e representam essas características e incentivar que outras pessoas de bem adentrem os pleitos eleitorais. Precisamos da abundância do bem.

A atitude do governador paranaense tem um gesto fundamental neste novo ciclo político que imaginamos vivenciar. Tirando dos ex-governadores – que diga-se de passagem vivem de forma muito abastada – o benefício milionário, ele poderá destinar para ações estratégicas de atendimento à famílias que realmente precisam. Sobre os ex-governadores, não se trata de punir ou prejudicar alguém, é simplesmente uma questão de justiça e de muita coerência.

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