segunda-feira, 27
 de 
setembro
 de 
2021

A Agenda 2030 – Objetivo 6 – Água Potável e Saneamento

A Organização das Nações Unidas (ONU) não poderia deixar de tratar de um dos temas mundiais de maior relevância que é o saneamento. Vale lembrar que toda vez que falamos sobre este assunto estamos discutindo o tratamento de água e esgoto, a drenagem urbana e limpeza pública. O estudo “As Despesas da Família Brasileira com Água Tratada e Coleta de Esgoto” realizado pelo Instituto Trata Brasil em 2021, mostrou que mais da metade das famílias abaixo da linha de pobreza não possuem acesso ao saneamento, correspondendo a cerca de 30% da população brasileira. Podemos dizer que 1 em cada 3 pessoas que vivem no Brasil estão nesta situação. A meta sempre será a universalização destes serviços no menos espaço de tempo.

O tratamento de água ocorre em estações que ficam nas regiões mais altas dos rios (montante) e o de esgoto em estações em locais mais baixos (jusante). A jusante é o lado para onde se dirige a corrente de água e montante é a parte onde nasce o rio. Nos locais aonde não temos tratamento de efluentes existem soluções como fossas sépticas e tecnologias que levam em conta raízes de plantas no tratamento de esgoto.

Já quando falamos de drenagem urbana temos a microdrenagem e a macrodrenagem. A microdrenagem é composta por dutos que transportam a água da chuva coletada de construções, lotes, ruas, praças para os rios. A macrodrenagem é composta pelos rios naturais e obras como canalizações, barragens, diques e outras. O planejamento destas estruturas evita entre outras situações os alagamentos tão comuns nas grandes cidades que erroneamente tubularam e esconderam os seus rios dificultando a manutenção dos mesmos.

No item limpeza pública temos os serviços de varrição de ruas, praças, parques e praias, plantio e manutenção de árvores, coleta e transporte de resíduos sólidos assim como o tratamento e destinação final destes. Geralmente este serviço é terceirizado pelas gestões públicas que cometem o erro de realizar os pagamentos de acordo com a tonelada gerida e não pela eficiência dos processos. Assim quanto mais resíduos maior será o pagamento pelos serviços. Somente com a remuneração do serviço de coleta e transporte realizada de acordo com o desempenho do serviço prestado, a operação de estações de transbordo, a valorização e remuneração do trabalho das cooperativas de catadores e campanhas de redução da geração de resíduos poderemos ter cidades mais sustentáveis.

Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos é o grande esforço mundial haja vista que muitas doenças estão diretamente ligadas a este tema. Cuidar da questão ambiental é cuidar diretamente da saúde das pessoas.

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