quarta-feira, 6
 de 
julho
 de 
2022

Temperaturas amenas favorecem o aumento de doenças respiratórias

Procura por atendimento médico aumenta com a queda nas temperaturas. Foto: Arquivo/O Regional

As temperaturas baixas registradas na última semana acendem o alerta para o crescimento da procura de atendimentos em hospitais e clínicas por conta de doenças típicas do inverno. As doenças mais recorrentes nesta época são as respiratórias como gripe, resfriado, rinite, asma, sinusite e bronquite. O médico e professor universitário da PUCPR, Homero Palma, afirma que nesta época do ano há um aumento de doenças respiratórias, principalmente gripes e resfriados.

Inclusive é importante diferenciar sintomas dessas doenças do coronavírus, evitando o medo e o pânico, como afirma doutor Homero. Segundo o médico, até os profissionais da saúde têm dificuldade em diferenciar esses diagnósticos. “Clinicamente é difícil a gente diferenciar uma coisa da outra. Mesmo que haja características específicas, nem sempre o paciente reage de uma única maneira”, comenta.

O otorrinolaringologista do Hospital Santa Casa, Cristiano Nakagawa, afirma que a permanência das pessoas em ambientes fechados gera uma propagação do vírus entre as pessoas, por conta da dificuldade da circulação do ar. Dr. Cristiano comenta que a baixa umidade do ar também faz com que garganta e nariz ressequem com maior incidência. “Uma das formas mais importantes na contaminação desses tipos de vírus é manter os ambientes sempre ventilados”, afirma.

A incidência dessas doenças no inverno tem relação com a queda brusca da temperatura, aumento da poluição atmosférica, baixa umidade do ar e a permanência em ambientes fechados, que contribuem para a proliferação de vírus respiratórios e o aumento da chance de transmissão.

Boa parte das doenças respiratórias se dão por conta de aglomerações, afirma o médico Homero Palma.

Como prevenir – Hábitos tomados como prevenção ao coronavírus devem auxiliar na diminuição de doenças respiratórias. “O fechamento das janelas e a proximidade das pessoas auxiliam na propagação desses vírus”, diz o
médico.

Homero afirma que não há nenhuma medicação específica que auxilia o sistema imunológico, mas sabe-se que há estudos de hábitos benéficos como a prática de esportes, alimentação saudável, controle do estresse, como conjunto de fatores que ajudam o sistema imunológico.

Histórico de baixas temperaturas na região – Na região de Curitiba, de acordo com o Simepar, a média da temperatura do mês de junho foi de 13,8°C. A média histórica do mês é de 14,5ºC. O ano de 2016 teve o registro da temperatura mais baixa neste mesmo período, com a marca de 11,3°C. Segundo o Simepar, os anos de 2017, 2018, 2019 e 2020 foram mais quentes se comparado com este ano.

Já o mês de julho, registrou até o último dia 24, temperaturas médias de 12,9°C. A média histórica para este mês é de 14,1ºC. O registro desta mesma época com temperaturas baixas foi no ano 2000, quando a temperatura foi registrada em 11,3°C. No ano de 2013, a média do mês foi de 13°C, média aproximada do atual período.

Principais doenças

* Sinusite – ocorre com a inflamação por bactérias, vírus ou alergia, causando dor de cabeça, secreção no nariz, tosse e diminuição do olfato e gripe.
* Gripe – vários vírus podem ser responsáveis pela gripe, que resultam na demonstração de diferentes sintomas como febre, tosse (na maioria das vezes seca), dor de garganta, dor de cabeça, dor no corpo e cansaço (fadiga). Em casos, há a manifestação de sintomas mais graves, como a falta de ar.
* Resfriado – os principais sintomas do resfriado são a obstrução nasal e a coriza. Em algumas pessoas há a manifestação de sintomas como tosse seca, irritação na garganta e febre. Existem mais de 200 tipos diferentes de resfriados, mas o Rinovírus e o Adenovírus são os mais comuns.
* Bronquiolite – é mais frequente em crianças menores de dois anos e que estão no processo de desenvolvimento da imunidade. Os principais sintomas são a tosse, chiado no peito e falta de ar.
* Rinite – A alergia ocorre após o contato com roupas de lã e cobertores que ficam guardados durante a maior parte do ano e que desenvolvem alergias respiratórias como espirros, tosse, irritação e coceira no nariz, além da formação de coriza nasal.

 



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