sábado, 28
 de 
maio
 de 
2022

Solução para o resíduo, reciclagem ainda precisa de conscientização

Fazenda Rio Grande desenvolveu programa Troca Verde para incentivar a reciclagem. Foto: Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Fazenda Rio GrandeApesar de ser um trabalho vital, a reciclagem ainda não é trabalhada com ênfase na grande maioria dos municípios da região. Além disso, a falta de conscientização das pessoas na hora da separação do lixo compromete este trabalho, fazendo com que os aterros tenham a vida útil diminuída consideravelmente. Apesar deste panorama negativo, existem ações para se espelhar.

Uma delas acontece em Fazenda Rio Grande, onde a prefeitura desenvolveu junto às escolas municipais o programa Troca Verde. “Através desta iniciativa, os alunos e os responsáveis coletam cinco quilos de lixo reciclável e trocam por um quilo de frutas ou verduras, as quais são adquiridas pela prefeitura junto aos agricultores do município”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente, Marcelo Pelanda. “Sentimos que havia a necessidade de realizar um trabalho que agregasse diversos segmentos. Além de ensinarmos aos alunos a importância da reciclagem, estamos fortalecendo a agricultura familiar e a associação de catadores, a qual conta com cerca de 20 famílias e recebe gratuitamente todo o material arrecadado nas escolas através deste programa”, salienta Marcelo.

Objetos cortantes devem ser manuseados com cuidado. Foto: Arquivo/O Regional

Em Quitandinha, a prefeitura firmou convênio com a Associação de Coletores de Materiais Recicláveis (Acomar), que conta com a participação de cinco famílias, para que a entidade realize o trabalho de reciclagem no município. “A prefeitura fornece uma empresa que realiza a coleta do reciclável no perímetro urbano e em 130 pontos na área rural. Mensalmente, são arrecadados entre sete e dez toneladas de lixo”, conta o gerente executivo da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Sergio Tuchinski. Após receber o material, a Acomar realiza a separação e compactação. “Para este trabalho, a entidade conta com esteira de classificação, prensa, balança e guincho elétrico. Posteriormente, a própria associação realiza a venda”, detalha Sergio, acreditando que o lixo coletado é bem abaixo do produzido. “As pessoas pecam bastante na separação do lixo. Para se ter uma ideia, às vezes o caminhão faz a coleta e ocupa apenas 35% da capacidade, além de que encontramos frequentemente resíduos orgânicos e reciclados misturados. Buscando reverter este processo, vamos iniciar uma campanha de conscientização e esperamos que a população abrace essa causa”, concluiu.

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