sábado, 28
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maio
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2022

Mais de 45 mil toneladas de lixo da região foram para os aterros em 2016

Aterro da Estre de Fazenda Rio Grande recebe resíduo resíduo orgânico de várias cidades da região metropolitana. Foto: DivulgaçãoO lixo produzido nos municípios da região ainda é um assunto e demanda que não tem a solução ideal e nem mesmo algo próximo neste sentido. Por muitos anos, inclusive, muitas cidades possuíam seus “lixões” e só deixaram de utilizá-los após notificação do Ministério Público. Programas de reciclagem e reaproveitamento de material não é uma prática em maioria dos municípios locais.

A alternativa, mesmo não sendo produtiva ou aconselhável, continua sendo enviar todo o lixo produzido para um aterro sanitário que opera na cidade de Fazenda Rio Grande ou Mafra, em Santa Catarina.

Custo para depósito em aterro. Foto: Arquivo/O Regional

Segundo levantamento realizado por este semanário junto ao Consórcio Intermunicipal do Lixo da Região Metropolitana de Curitiba (Conresol) e as prefeituras da região, no ano de 2016 foram enviados aos aterros sanitários mais de 45 mil toneladas de resíduo orgânico. Os municípios de Contenda, Fazenda Rio Grande, Piên, Mandirituba, Quitandinha e Tijucas do Sul enviam os resíduos orgânicos para o aterro sanitário da empresa Estre Ambiental S/A, em Fazenda Rio Grande.

O aterro iniciou seu funcionamento em novembro de 2010 e a vida útil do espaço é de 20 anos. Vinicius Paes, gerente de operações no local, lamenta a falta de conscientização ambiental da população. “Hoje, grande parte do material que deveria ser reciclado ainda vem para o aterro”, conta. Para conter os efeitos negativos, a empresa realiza uma série de medidas. “Diferentemente de um lixão, o aterro sanitário é uma obra de engenharia que conta com todo um sistema para proteger o meio ambiente. Entre eles, destaca-se a impermeabilização da base do aterro com uma geomembrana impermeável que protege o solo e evita o contato do mesmo com o lixo. Além disso, todo o chorume, líquido produzido do resíduo, é drenado para uma estação de tratamento”, explica Vinicius.

Como são integradas ao consórcio Conresol, as prefeituras de Agudos do Sul, Contenda, Fazenda Rio Grande, Piên, Mandirituba, Quitandinha e Tijucas do Sul pagam R$ 70,79 por cada tonelada depositada no aterro. Já a cidade da Lapa conta com aterro próprio, onde o custo por tonelada é de R$ 101,73. Por conta da distância e das praças de pedágio, os municípios de Campo do Tenente e Rio Negro enviam os resíduos para o aterro de Mafra, onde não foi apresentado o custo por tonelada pago pelas prefeituras.

Em 2010, o Brasil instituiu através de lei a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com o objetivo de organizar a forma com que o país lida com o lixo e exigir dos setores públicos e privados transparência no gerenciamento de seus resíduos. Porém, os avanços são tímidos. Apenas 13% do lixo produzido no país é reaproveitado. Em muitos países, as taxas de reciclagem são superiores a 50% e movimentam um grande mercado, principalmente da geração de empregos.

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