quarta-feira, 12
 de 
junho
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2024

Semana de Combate ao Trabalho Infantil amplia debate sobre o tema

Alep celebra a Semana de Combate ao Trabalho Infantil. Foto: Orlando Kissner/Alep
Alep celebra a Semana de Combate ao Trabalho Infantil. Foto: Orlando Kissner/Alep
No Paraná, a data é celebrada anualmente na semana em que compreender o 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

Anualmente, na data em que compreender o 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002, é celebrada no Paraná a Semana Estadual de Conscientização e Combate ao Trabalho Infantil.

A lei estadual nº 20.228/2020, de proposição do ex-deputado estadual Rodrigo Estacho (PSD), atualmente deputado federal pelo Paraná, instituiu a Semana Estadual de Conscientização e Combate ao Trabalho Infantil para sensibilizar e motivar uma reflexão da sociedade sobre as consequências do trabalho infantil e a importância de garantir às crianças e aos adolescentes o direito de brincar, estudar e sonhar, vivências que são próprias da infância e que contribuem decisivamente para o seu desenvolvimento.

O deputado federal Rodrigo Estacho enaltece a importância da iniciativa. “Nossa intensão é mobilizar a sociedade, durante essa semana, por meio de debates, palestras, workshops e eventos que enfatizem a importância de garantir a proteção integral das crianças, visando educar e sensibilizar a população quanto aos prejuízos físicos, emocionais e sociais do trabalho infantil, além de destacar os direitos fundamentais que todas as crianças merecem desfrutar”, declara.

Para o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Pessoa com Deficiência, na Assembleia Legislativa, deputado Evandro Araújo (PSD), é necessário um trabalho de conscientização sobre o tema. “A mão de obra de crianças e adolescentes é altamente explorada de maneira ilegal no nosso país, então nós temos que enfrentar isso que é muito prejudicial para a vida da criança. Nós temos o trabalho do pequeno aprendiz que precisa ser conciliado com a jornada da educação, da aprendizagem”, detalha.

Números – Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam que 160 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos foram vítimas de trabalho infantil no mundo, sendo 97 milhões de meninos e 63 milhões de meninas.

No Brasil, ao menos 32 milhões de meninas e meninos (63% do total) vivem na pobreza, em dimensões como renda, educação, trabalho infantil, moradia, água, saneamento e informação, como indica a pesquisa ‘As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil’. O estudo apresenta dados até 2019 (trabalho infantil), até 2020 (moradia, água, saneamento e informação), até 2021 (renda, incluindo renda para alimentação) e dados até 2022 (educação).

O deputado Evandro Araújo lembra que o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe o desempenho de qualquer atividade laboral por menores de 16 anos, podendo o adolescente trabalhar como aprendiz a partir dos 14 anos. “A legislação garante, mas os números da nossa realidade são diferentes. Muitas vezes a criança e/ou adolescente acaba se tornando uma fonte de sustento de seu grupo familiar e isso é um contrassenso que devemos observar e agir”, explica.

De janeiro a dezembro do ano passado, 2.023 casos foram identificados como situações de trabalho infantil, uma média de cinco por dia. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), em 2021, foram mais de 140 casos notificados em todo o Paraná. As denúncias podem ser feitas pela central 156 da prefeitura de Curitiba e pelo Disque 100.

 



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