quarta-feira, 1
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dezembro
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2021

Rosilda Dreveck fala sobre a marcação do julgamento do caso Loir e Genésio

Rosilda Dreveck, irmã de Loir, disse que os crimes abalaram as famílias e a cidade. Foto: Arquivo/O Regional
Irmã de Loir Dreveck, prefeito eleito de Piên em 2016 que foi assassinado, disse que a dor da perda ainda é grande e que espera que seja feita justiça

Rosilda Dreveck, irmã de Loir Dreveck, prefeito eleito de Piên em 2016 e assassinado em dezembro daquele ano, concedeu entrevista a este jornal falando sobre a marcação do julgamento do caso. O processo envolve também a morte do técnico de segurança Genésio de Almeida, que teria sido morto por engano alguns dias antes de Loir. Os dois crimes ocorreram na PR 420. Na semana passada, foi anunciada a data do júri popular, que foi agendado para o dia 21 de junho de 2022.

Segundo Rosilda, não dá para se dizer feliz com a marcação, pois a família não gostaria de estar vivendo esta situação, mas ela disse que a realização do júri vai encerrar um ciclo. “É uma ferida aberta. Cada vez que se toca no assunto essa ferida é aberta e dói novamente. Mas vamos ter que enfrentar”, declarou, citando que são crimes que não abalaram só a família de Loir e Genésio, mas a imagem de Piên, e que precisam de resposta.

Sobre o andamento do processo, falou que a pandemia o deixou ainda mais moroso e que a família se sente de mãos atadas, restando esperar. Mas argumentou que em nenhum momento achou que isso não ia acontecer, que tinha certeza que poderiam se passar anos, mas que o julgamento iria ocorrer.

Disse que a dor jamais vai passar. “A gente encontra as pessoas que são envolvidas livremente por aí, cuidando de suas atividades, convivendo com a família, coisa que nós nunca mais vamos poder conviver nem com o Loir e nem com o Genésio. Isso para a gente é bastante duro”, lamentou Rosilda. “O Loir não conheceu a neta ele. Não vai poder apoiar as filhas dele”, completou.

Ela disse que espera por justiça, mas que é preciso estar preparado, pois falou que muitas vezes as pessoas são condenadas no júri e saem pela porta da frente e recorrem, citando que os crimes não ocorreram no calor do momento. “Eles se uniram. Foi tudo premeditado. Primeiro mataram a pessoa errada e mesmo assim continuaram até matar o Loir. São pessoas perigosas, que precisam pagar pelo que cometeram”, declarou.

Segundo Rosilda, tanto a sua família quanto a de Genésio, com a qual mantém contato e cujo advogado que representa é o mesmo, esperam justiça. “Será um julgamento difícil. Não sei qual será o resultado, mas espero que nenhum inocente pague e que nenhum culpado fique fora do que aconteceu. Nada vai trazer o Loir e o Genésio de volta, vamos conviver com a dor para sempre. Mas alguma coisa tem que ser feita como resposta para a família e para a população, que tinha escolhido o Loir como prefeito. Ele tinha muitos planos”, finalizou.

 



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