quarta-feira, 10
 de 
agosto
 de 
2022

Região tem maus exemplos com destinação de lixo

Terrenos baldios são constantemente alvos de despejo de lixo na região. Foto: Arquivo/O RegionalMesmo diante dos alertas de proliferação do Aedes aegypti e outras doenças, ainda é comum encontrar lixos jogados a céu aberto em várias cidades da região. Entulhos, moscas, ratos e o risco de animais peçonhentos exigem cada vez mais responsabilidades da população e dos órgãos públicos. O descarte de lixo é um problema constante.
Nas últimas semanas, as prefeituras da região redobraram atenção com a coleta de lixo e alerta na existência de espaços que produzam risco a focos do mosquito Aedes. O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Piên, Jozoel Reginaldo Lesniovski, explica que a coleta de lixo na cidade é feita nas segundas-feiras, quartas-feiras, sextas-feiras e aos sábados. Ele ressalta que o código de posturas do município prevê multa que varia de R$ 2 mil a R$ 10 mil para quem jogar lixo em locais impróprios. “Estamos sempre procurando o diálogo e a orientação para evitar aplicação da multa, porém, quem tiver denúncia pode entrar em contato com a prefeitura para que seja feita a coleta dos resíduos e, dependendo do caso, notificação ao proprietário do terreno”, explica.
A moradora do bairro de Ponte Alta, em Piên, Marlene Cruz, relata que em frente à sua casa muitos carros passam e joga garrafas, latas e copos. “Sempre que é possível eu junto o lixo que jogam para não acumular água e originar bichos. Até já recolhi entulhos no terreno vizinho, pois pode trazer perigo de doenças para a minha casa”, conta. O aposentado José Machado, do mesmo bairro, conta que sempre encontra lixo pelas ruas onde anda. “Isso é relaxo da população. Eu já reclamei com algumas pessoas que moram perto da minha casa, mas não adiantou. Temos que cuidar, porque nós já vivemos bastante, mas ainda tem nossos filhos e netos e eles não merecem conviver nessa situação”, aponta.
Em Quitandinha, o lixo reciclável vem sendo destinado para a Associação de Coletores de Material Reciclável e beneficia sete famílias quitandinhenses que atuam na entidade. O lixo orgânico, a exemplos das outras cidades, é recolhido por empresa terceirizada e enviado para o aterro em Fazenda Rio Grande. Segundo o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, José Ribeiro, o trabalho de coleta vem sendo intensificado. “Estamos ampliando o trabalho de coleta e fiscalizando beiras de estradas e outras áreas onde há possível descarte de lixo”, explica.
Lixo x Doenças
Além de prejudicar o meio ambiente, o lixo jogado em terrenos impróprios pode resultar no aparecimento de diversas doenças. A Vigilância Sanitária aponta que o descarte de lixo a céu aberto pode trazer inúmeros malefícios, como mau cheiro, proliferação de moscas, baratas e outros animais, além da contaminação do solo, água e rios. Resíduos jogados em locais impróprios podem transmitir doenças como a leptospirose, que surge devido ao contato com a urina de ratos, e a presença de focos do mosquito Aedes aegypti.

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