terça-feira, 22
 de 
junho
 de 
2021

Reajuste do preço do tabaco ainda segue sem acordo

Segunda rodada de negociações aconteceu em janeiro, no Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação/AfubraApós quase toda a colheita da safra 2019/2020 concluída, os fumicultores passam a preparar a produção para a comercialização com as empresas fumageiras. No entanto, após duas rodadas de negociações, ainda não houve acordo quanto ao reajuste do preço de tabela do fumo.

De acordo com as federações que representam os fumicultores, para esta safra foi solicitado o reajuste de 8,6%, percentual estipulado para cobrir o aumento dos gastos do produtor. Houve, então, duas rodadas de negociações, mas longe de ser costurado um acordo. “É alarmante que as empresas que participaram da negociação apresentaram valor inferior ao custo de produção por elas levantado, variando de 2,1% a 2,85% os reajustes propostos. Sendo que uma não apresentou nem o custo e nem proposta de negociação. Um desrespeito com os produtores de tabaco, eles não veem a realidade do campo”, afirma a comissão de representação dos produtores. Outro ponto levantado pelas entidades é que as empresas descumprem as regras estabelecidas no Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro) sobre a metodologia do levantamento do custo de produção.

Na tentativa de chegar a um consenso, a comissão solicitou uma reunião com a Foniagro, prevista para acontecer no próximo dia 5, tendo como objetivo padronizar a metodologia do custo de produção e unificar o levantamento dos dados para serem seguidos pelas empresas e a representação dos produtores.

Para o inspetor de campo da Afubra, Vilmar Niser, é necessário que haja uma maior valorização aos fumicultores. “Este reajuste nada mais é que uma atualização do aumento dos gastos que o produtor vem tendo. Nesta última safra, o custo de mão de obra e dos insumos teve um acréscimo considerável e é preciso que a venda seja melhor para garantir a rentabilidade ao agricultor, que nos últimos anos vem tendo a margem de lucro gradativamente reduzida”, avalia Niser.

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