quarta-feira, 6
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julho
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2022

Projeto de professor de Fazenda Rio Grande é destaque nacional

William Fagundes atua na rede pública de Fazenda Rio Grande e desenvolve projeto de robótica. Foto/Arquivo Pessoal

O pedagogo e educador de Fazenda Rio Grande William Fagundes, de 39 anos, professor do programa Robótica Espacial, projeto finalista do Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19, foi destaque por ensinar crianças a prototipagem de robôs através de aparelhos celulares, tablets e até mesmo de maneira off-line.

Fagundes conta como foi a experiência de construir com os estudantes um gerador de energia eólica. “Com a volta dos estudantes para a sala de aula em agosto deste ano, a gente deu sequência no projeto de robótica espacial. Por conta da pandemia, todos acabaram ficando em casa, usando o celular de maneira irregular, por isso tivemos a ideia de levar o projeto para a casa dos estudantes, que fizeram a montagem de um rover lunar”, conta o professor.

Ele descreve que os estudantes ficaram eufóricos, inclusive fazendo atividades no período da noite, por conta da ansiedade. “Eles ficaram tão ansiosos que fizeram atividades no período da noite e ficaram mandando foto com os projetos”, afirmou William. Segundo o professor, que trabalha com estudantes do 1º ao 5º ano, é possível notar o avanço do conhecimento dos estudantes, que se envolveram na atividade. “Por conta da faixa etária dos alunos, os resultados acabaram impactando em todos os sentidos”, argumenta o educador.

Pedagogo e concursado da educação desde o ano de 2006, William sempre esteve ligado à tecnologia, que é sua área de estudo. O profissional atua com estudantes de altas habilidades no Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado de Fazenda Rio Grande em parceria com a professora Ivone Dias. “Desenvolvo há mais de 10 anos ações e atividades de robótica e já vi e estudei vários jogos e projetos da área”, descreve.

William comenta a importância de desenvolver projetos como esse, que antigamente, só era visto em escolas particulares. “Normalmente crianças e adolescentes só têm acesso aos cursos de robótica em escolas particulares ou cursos técnicos”, observa. O professor afirma que mora em uma região de periferia e tem uma impressora com tecnologia 3D, segundo ele, esse tipo de equipamento é utilizado pela Nasa. “Quando a impressora chegou, meu aluno Rafael, de 12 anos, foi quem montou praticamente sozinho, isto porque todos os conceitos já estavam na plataforma”, afirma.

O professor narra que com isso, ele e seus alunos construíram um gerador de energia eólica, com material reciclável e papelão. Os pequenos pesquisadores desenvolveram projetos de engrenagem e polia, um protótipo experimental de um foguete.



 

 

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