quarta-feira, 1
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dezembro
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2021

Produção de morango movimenta economia em propriedades da região

Estufa de morango em empresa de Piên tem mais de 3 mil pés. Foto: Arquivo/O Regional
Cidades do suleste paranaense movimentaram juntas R$ 32.382.302,40 com o cultivo do produto em 2020

O cultivo de morango movimentou na região suleste paranaense mais de R$ 32 milhões no ano de 2020, é o que mostram dados do Valor Bruto da Produção Agropecuária, como referência o ano de 2020. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o morango é a terceira fruta em movimentação de capital na fruticultura do Paraná, com participação de 12,5% no valor do VBP do setor.

Proprietários de uma chácara em Mandirituba, os empresários Henrique Lima e Noily Lima resolveram apostar no setor, após aposentadoria do chefe da família. “A compra da chácara sempre foi um sonho do pai [Henrique] e da mãe [Noily]. Depois do pai se aposentar, eles conseguiram fazer a troca da casa na Fazenda Rio Grande pela chácara em Mandirituba”, explica a filha do casal Letícia Lima, que cuida da administração da empresa.

Após a mudança de Noily, ela continuou trabalhando em Curitiba mas começou ficar cansativo morar tão longe do serviço, pois ela passava a semana em Curitiba e só via Henrique no fim de semana. “Meus pais viram a necessidade da chácara se fazer sustentável, aí veio a ideia de cultivar morango”, conta a filha.

Fragaria Lima vende morangos para cidades da região. Foto: Divulgação

O negócio da família, a Fragaria Lima, hoje conta com uma estufa com quatro mil pés e os administradores pensam na possibilidade de investir em mais uma em breve. Os principais clientes da família recebem os produtos em casa, via delivery. Uma das principais ferramentas usadas no negócio é a divulgação através das redes sociais. “A página no Instagram ajuda muito a gente a atender o cliente de forma mais confortável. Então o cliente pode ficar em casa e fazer o pedido dos morangos via WhatsApp ou Instagram com as exigências que precisa, de tamanho e maturação”, afirma Letícia.

Ela afirma que a família faz a coleta dos morangos, selecionam com cautela, para que nenhum fruto vá de maneira que não agrade os clientes. A empresa da família Lima começou atendendo Fazenda Rio Grande e Curitiba e espera em breve expandir o atendimento para mais cidades da região.

A pienense Denizete Kurovski de Andrade, proprietária do Sítio das Frutas Vermelhas, cultiva morango desde setembro do ano passado e a área plantada total dos empresários totaliza 3 mil pés do fruto. A empresária comenta uma das principais necessidades do ramo. “A gente depende muito das condições climáticas para garantir a qualidade do nosso produto. Precisamos muito do sol e há dias, por exemplo, em que chove muito na nossa região”, afirma.

Denizete aborda como precisou buscar cursos na área para que pudesse aprimorar o conhecimento e assim deixar de ter prejuízos. “Eu fiz vários cursos na área, porque a plantação de morango exige muito cuidado. A ideia é que o conhecimento nos ajudasse a reduzir os prejuízos”, comenta. Segundo a produtora, fatores como a irrigação e os nutrientes são importantes no cuidado com o fruto.

Os custos de produção, segundo a empresária, tiveram um reajuste muito grande. Como por exemplo, a venda do quilo do morango, que custa R$ 20. Vale lembrar que um trabalho de curadoria é feito com o fruto, tendo os clientes desse tipo de alimento, um total aproveitamento.

Estufa de morango em empresa de Piên tem mais de 3 mil pés. Foto: Arquivo/O Regional

 

VBP Morangos. Arte: O Regional

 



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