quinta-feira, 16
 de 
setembro
 de 
2021

Preservar ou não preservar, eis a questão

Preservar ou não preservar, eis a questão. Foto Divulgação SEDET

ARTIGO

Por Raphael Rolim de Moura

 

Desde que os europeus colocaram os seus pés em nosso território iniciamos um processo sem volta de exploração dos recursos naturais. No início trocávamos Pau-Brasil por espelhinhos e outras quinquilharias vindas do além mar. Hoje, já muito avançados e desenvolvidos, trocamos soja por tecnologia. A moral da história é que desde 1500 nos mantivemos trocando commodities (soja, café, laranja, milho, trigo, açúcar, algodão), que são as matérias-primas essenciais que possuem baixo nível de industrialização por produtos de alto valor agregado, uma produção em larga escala, capacidade de ser estocada, pouca industrialização, alto nível de comercialização e padrões de qualidade mundiais, por produtos de alto valor agregado. Uma lástima para um país continental e tão rico tanto de recursos naturais quanto de inteligência científica.

O dilema proposto no título deste artigo vem “ao encontro” dos gestores públicos que entendem a importância de uma árvore e de um rio para as cidades e “de encontro” a uma corrente de indivíduos que acha o tema sem importância. Nem só de commodities o homem viverá, mas não podemos negar o papel fundamental deles na economia do Brasil. Basicamente, cada um dos produtos acima depende diretamente da preservação das florestas que desempenham papel na estabilização do solo conservando o mesmo, na manutenção dos complexos ecossistemas que o mantem, produção de água e regulação da temperatura do planeta.

Dando como exemplo os dados do Estado do Paraná a cobertura florestal natural é de 18%. Podemos dizer que cerca de 10% destas florestas estão bem conservadas. Na Floresta de Araucária o percentual de cobertura florestal eleva-se para 24%, sendo quase 13% de florestas em bom grau de conservação. Estes números revelam que já desmatamos demais em prol do nosso desenvolvimento urbano e alimentar. Estamos então na fase de preservar estes 18% como garantia de saúde, haja vista que os impactos ambientais que atualmente registramos no planeta, tem afetado diretamente o bem-estar pessoas. Preservar ou morte! Esta seria a frase mais adequada para os dias atuais.

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email