sexta-feira, 25
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junho
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2021

Período de chuvas intensas reforça alerta para incidência de leptospirose

Cuidados devem ser redobrados no período de chuvas para evitar o contágio da doença. Foto: Gilson Abreu/AENCom a chegada do verão, também começa o período de chuvas mais frequentes que, aliadas ao descarte incorreto de resíduos e à falta de limpeza em terrenos, podem acarretar no surgimento da leptospirose. Causada pela bactéria leptospira, presente na urina principalmente de roedores, a doença pode ser adquirida tanto em áreas urbanas como na zona rural, e pode levar à morte se não for tratada de modo correto e precocemente.

Conforme dados do boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foram contabilizados 11 casos de leptospirose em cidades da região em 2019, contra 10 no ano anterior. As ocorrências foram registradas em Fazenda Rio Grande, Lapa, Mandirituba, Piên, Quitandinha e Rio Negro. O município com o maior número de registros foi Fazenda, com sete no ano passado e outros seis em 2018.

Apesar de ter apenas um registro da doença no município de Piên, o técnico em Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde, Gilmar Fabiano Nogueira, destaca que o trabalho de conscientização contra a leptospirose é constante junto à população pienense e alerta para os principais sintomas da doença. “Apresentando febre alta, calafrios, dores de cabeça e nos músculos e pele amarelada, a orientação é buscar imediatamente atendimento médico. O rato é uma peste e é praticamente impossível eliminá-los, por isso, é preciso adotar todos os cuidados necessários para evitar o contato com o animal”, enaltece.

O profissional chama a atenção ainda para a ocorrência de enchentes. “Nas grandes cidades é muito comum acontecer enchente, fator que também é determinante para o contágio da leptospirose. É importante também que as pessoas tenham a consciência para o acondicionamento correto do lixo, evitando que resíduos se espalhem na rua e sejam levados pela chuva”, finaliza.

A enfermeira da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações, da Secretaria de Estado da Saúde, Tatiane Brites Dombroski, aponta que de 2015 a 2019 foram confirmados 1.866 casos da doença em todo o Paraná, reforçando as ações de prevenção à doença adotas pela pasta frente aos municípios. “A secretaria realiza constantemente capacitações e reuniões com as Regionais de Saúde levando informações e orientações aos profissionais da área para que a população possa receber o melhor atendimento possível”, destaca.

Cuidados para evitar a leptospirose

  • Não jogar lixo ou objetos nos rios e bueiros. Isso represa a água da chuva e pode causar enchentes.
  • Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados.
  • Solicitar água à Sanepar ou à prefeitura em caso de desabastecimento.
  • Manter os quintais, terrenos baldios públicos ou privados sempre limpos, evitando acúmulo de entulhos que favorecem o esconderijo de ratos.
  • Não brincar ou nadar em lagos, cavas e córregos nem nas águas de enchente.
  • Não usar água de poço ou reservatório inundado antes da desinfecção.
  • Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água.
  • Evitar contato com água e a lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços.
  • Inutilizar alimentos naturais ou preparados, assim como medicamentos que entraram em contato com a água da enchente.
  • Filtrar e ferver por 15 minutos a água para consumo ou usar hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária) na seguinte medida: duas gotas para cada litro de água. Esperar no mínimo 15 minutos antes de consumir.
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