segunda-feira, 29
 de 
novembro
 de 
2021

Paraná busca aumentar vacinação do calendário tradicional após redução na procura

Paraná busca aumentar vacinação geral no Paraná, após redução acentuada pela pandemia. Foto/Reprodução SESA
Assunto foi discutido em reunião promovida pela Secretaria estadual da Saúde com coordenadores do Programa de Imunização Estadual das 22 regionais. Paraná registrou queda na vacinação geral, sobretudo em crianças e adolescentes, em 2019 e 2020. Pelo menos 10 vacinas sofreram redução, entre elas a BCG, que confere proteção contra a tuberculose e a vacina contra a poliomielite

 

O Governo do Estado quer ampliar a vacinação em geral no Paraná. Nesta semana, coordenadores do Programa de Imunização Estadual das 22 Regionais de Saúde do Estado participaram, em Curitiba, de uma reunião promovida pela Secretaria estadual da Saúde para analisar e criar estratégias de melhoria dos indicadores relacionados à imunização da população. O encontro começou na quarta-feira (3) e foi concluído nesta sexta-feira (5).

O Paraná registrou queda no índice de vacinação geral, sobretudo em crianças e adolescentes, em 2019 e 2020. A redução é resultado de uma tendência que atinge o Brasil desde 2015, mas que se acentuou desde o início da pandemia causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Pelo menos 10 vacinas administradas em crianças sofreram redução, entre elas a BCG, que confere proteção contra a tuberculose e a vacina contra a poliomielite. Entre elas, por exemplo, estão meningocócica (redução de 92% para 88% na taxa de cobertura nos dois últimos anos) e tríplice viral D1 (de 91% para 85%).

Na reunião técnica, os participantes puderam avaliar os indicadores de cada região, repassar o calendário nacional de vacinação e, principalmente, elaborar um plano de ação conjunto para o aumento da cobertura vacinal. Um dos temas discutidos foi a avaliação de registros do banco de dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), que registra individualmente cada pessoa vacinada nas salas de vacina.

Para o secretário estadual Saúde, Beto Preto, o assunto é de extrema importância e o diálogo com as equipes regionais é ponto-chave para o alcance da vacinação. “Esses profissionais são responsáveis pela imunização nos municípios, por isso todo o conteúdo repassado pode fazer a diferença para alcançar nossas metas, que estão abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde”, enfatizou.

A Divisão de Vigilância do Programa Estadual de Imunização (DVVPI) da Secretaria da Saúde segue as diretrizes do PNI, disponibilizando imunobiológicos para todas as faixas etárias, e busca a prevenção, controle e eliminação das doenças imunopreveníveis em todo o Paraná. No Estado, 1.850 salas de vacinas públicas estão cadastradas, entre Unidades Básicas de Saúde (UBS), Estratégia de Saúde Familiar (ESF), postos, departamentos e centros de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Sabemos que a prioridade é finalizar a imunização contra a Covid-19, mas pedimos à população que procure as unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. Nunca paramos com a aplicação de outras vacinas, seguimos a rotina durante a pandemia para atingir o maior número de paranaenses”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

CALENDÁRIO – O plano de vacinação contempla crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes. Desde o nascer até os 15 meses, são ofertadas pelo Estado 24 vacinas, sendo primeiras doses e dose reforço. Aos 4 anos a criança deve ser imunizada com o segundo reforço da tríplice bacteriana, poliomielite, além das vacinas contra a varicela e a febre amarela. Dos 9 aos 19 são mais seis vacinas.

Adultos e idosos também devem atualizar a caderneta, pois muitas vacinas precisam de reforço nessa faixa etária. Às gestantes são disponibilizadas doses para prevenir doenças como hepatite, tétano, difteria e o vírus da gripe H1N1.

COVID – Em relação à Covid-19, o Paraná é um dos primeiro do País na campanha de imunização. O Estado é o quarto que mais imunizou (58,56% da população), atrás de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Quase 6,5 milhões de paranaenses tomaram as duas doses ou a dose única e mais de 8,6 milhões tomaram a primeira dose.

Fonte: AEN/PR

 



Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email