sexta-feira, 1
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julho
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2022

Pai relata a experiência de criar seus filhos sem a presença da mãe

Seu José destaca o orgulho pela criação dos fihos. Família é tão grande que fica difícil reunir todos os membros em uma só foto. Foto: Arquivo Pessoal

Embora parte dos filhos cresçam sem os pais por perto no Brasil, há exceções, como casos de pais que criam seus filhos longe da figura importante das crianças, como é o caso da mãe. É o caso de José Ovande de Carvalho, hoje com 76 anos. José ficou viúvo aos 45 anos de idade, sua esposa faleceu aos 39 anos, deixando uma criança de nove meses.

No ano da morte de sua esposa, José morava no interior da Lapa e mudou às pressas para Curitiba para trabalhar e cuidar de todos os seus filhos. E, com a morte da sua esposa, nunca mais se casou.

A quarta filha de José, Claudia Mara Carvalho, conta que quando a mãe morreu, o sentimento dos filhos foi de desespero, medo e ansiedade. “O pai teve que ficar no sítio um tempo, logo que a mãe faleceu, para organizar as coisas. Ele precisou vender algumas coisas e colocar alguém para cuidar dos animais”, conta.
Claudia conta que José abriu mão de muitas coisas para cuidar dos filhos. “O pai abriu mão da sua vida para cuidar de todos nós, com esse jeito simples. Nunca tivemos do bom e do melhor, mas, o básico ele nunca deixou faltar”, narra.

Os filhos de seu José podem ser considerados privilegiados, pois, de acordo com dados apresentados pela Universidade de São Paulo (USP), aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros não possuem sequer o registro paterno na certidão de nascimento e quase 12 milhões de famílias são formadas por mães solo.

José afirma que ser pai para ele é assumir um papel de responsabilidade. “Ser pai me ensinou a ser responsável, não somente pelo sustento dos meus filhos, mas pela educação, pelo cuidado”, diz.
Araceli de Souza Carvalho, filha de José, conta que tem muito orgulho de seu pai pela sua história de garra e determinação. “O meu pai não existe. Tenho muito orgulho, pois não foi fácil criar nove filhos sozinho”, conta. Araceli narra que embora tenha perdido a mãe muito nova, lembra dos momentos de dificuldades que a família passou. “Passamos muitas dificuldades, mas ele nunca desistiu de lutar para que não nos faltasse nada. Nos ensinou com toda a sua humildade, princípios que guardaremos pra vida toda”, finaliza.

 



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