sexta-feira, 24
 de 
setembro
 de 
2021

Nunca é demais falar de Biodiversidade (parte II)

Quando falamos em Controle Ambiental estamos nos referindo a licenciamento, fiscalização e monitoramento. Este tripé garante que tenhamos um processo de conciliação entre desenvolvimento e preservação/ conservação ambiental. O problema reside no fato de que raramente temos governantes preocupados em fortalecer as estruturas de gestão ambiental a fim de garantir a simbiose acima. Precisamos então aumentar a pressão popular para que o certo seja feito. Quando defendemos o meio ambiente não estamos sendo contrários a geração de empregos ou ao desenvolvimento. Estamos sendo favoráveis ao caminho da sustentabilidade. Qualquer ação contrária a lei irá de encontro com o nosso patrimônio de Biodiversidade brasileira.
Cerrado, Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa são nossos biomas e têm sofrido com constantes ataques haja vista o uso insustentável de seus recursos naturais, que embora possa parecer exagero, ainda são tratados por alguns como infinitos. Este tratamento provoca a redução da biodiversidade e a extinção de várias espécies importantes de seres vivos. Lembrando que a interligação das espécies garante o equilíbrio do planeta e nós, Homo sapiens estamos incluídos neste processo. Não há mais como dissociar a natureza da saúde e bem estar humano. Todo e qualquer impacto sobre a biodiversidade trará consequências gravíssimas para a nossa espécie. Talvez por este ponto de vista e sabendo de nosso antropocentrismo possamos agir de maneira a proteger a nossa Biodiversidade.
A busca do equilíbrio entre desenvolver e preservar pode ser a melhor alternativa para garantirmos as condições necessárias para o planeta sobreviver suportando os nossos impactos e com isso evitando a extinção de espécies animais e vegetais que hoje aqui vivem. Entender que a biodiversidade tem papel fundamental para a perpetuação de nossa espécie possa fazer o antropocentrismo trabalhar a favor de todos os habitantes da Terra. Façamos a nossa parte.

Por: Raphael Rolim de Moura – Biólogo, Especialista em Gestão e Planejamento Ambiental, Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor universitário e atualmente ocupa Diretoria na Comec

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