sexta-feira, 1
 de 
julho
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2022

Municípios da região mantêm índices altos de reprovação escolar

Alunos devem se organizar para ter sucesso nos estudos. Foto: Arquivo/O RegionalA reprovação escolar, realidade presente em todas as instituições de ensino do país, é um tema de constante debate e que traz preocupação para os profissionais da educação, pais e os próprios alunos. Dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram a taxa de rendimento por município nos anos de 2015 e 2016 em relação à reprovação escolar, retratando um cenário com altos índices.

Entre os dez municípios que compõem a região suleste paranaense, considerando o ensino fundamental, o maior índice de repetência nas séries iniciais foi constado em Agudos do Sul, com taxas de 9,7% em 2015 e 7,2% em 2016, enquanto nos anos finais, o município com maior registro de reprovações foi Contenda, com 24,4% e 26,4%, respectivamente. O município de Contenda também registrou o maior índice de reprovação no ensino médio, com taxas de 14,6% em 2015 e 23,7% em 2016.

Para a psicopedagoga da rede municipal de ensino de Rio Negro, Josiane Maria dos Santos Grah, a reprovação escolar pode acarretar em uma série de consequências na vida do aluno. “Pode resultar em alterações no comportamento e no desempenho escolar. Influi ainda em alterações como baixa autoestima relacionado a adaptação com outra turma mais jovem, a separação de amigos, a repetição de aulas, a personalidade, indisciplina, violência. Quanto ao desempenho escolar podemos citar fatores relacionados a regressão da aprendizagem e a evasão das instituições de ensino”, explicou a profissional. Segundo ela, quando acontece a repetência o aluno deverá se mobilizar criando estratégias de organização e rotinas de estudo, se responsabilizando por suas ações e por seu desempenho para ter sucesso no percurso escolar. E para que isso se efetive necessita do suporte pedagógico e psicológico na escola e na família.

De acordo com a psicopedagoga, a participação dos pais na vida escolar é essencial. “O envolvimento é de fundamental responsabilidade neste processo. Os pais devem ter maior participação na vida dos filhos. São eles que darão o apoio para que o aluno supere suas dificuldades, acompanhando, buscando e articulando caminhos entre escola e família, através do incentivo, do diálogo, da reflexão e da valorização do aprendizado”, finalizou.

Josias destaca o trabalho para incentivar os estudantes. Foto: Arquivo/O Regional

No Colégio Estadual Frederico Guilherme Giese, de Piên, um projeto vem auxiliando os alunos com defasagem de idade e quando ultrapassaram em dois anos ou mais a idade regular na série em que estão matriculados. “O Programa de Aceleração de Estudos, o Pae, busca corrigir a distorção idade/ano dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental. Anualmente, são atendidos 20 alunos no colégio”, conta o diretor Josias Terres. “Acreditamos que 99% dos alunos participantes do projeto serão aprovados”, completa.

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