quinta-feira, 7
 de 
julho
 de 
2022

Menos para os pobres, mais para os políticos

Nesta semana uma notícia vinda de Brasília percorreu todos os noticiários do país. Não era para menos. O deputado federal pelo Paraná, Ricardo Barros, apresentou uma proposta ao Orçamento do próximo ano que prevê a duplicação dos recursos do Fundo Partidário, que é a verba destinada para partidos políticos. Ou seja, o deputado quer dobrar o valor do dinheiro público que é destinado para os partidos políticos. Em época de crise, contenção de despesas e recessão financeira, pedir mais dinheiro para partidos políticos não é nada coerente. A questão tem ainda mais um agravante.
O mesmo deputado, Ricardo Barros, anunciou na semana passada, como seu esforço para fazer os gastos caberem nas receitas do governo, a pretensão de cortar 10 milhões de reais do Programa Bolsa Família. A sugestão é tirar dinheiro do principal programa de atendimento às famílias menos favorecidas.
Independente da legalidade das propostas e da relação entre elas, não pegou nada bem a intenção de dar mais dinheiro para os partidos políticos e tirar dinheiro do programa social. Como quem vota são os deputados e senadores, infelizmente tudo é possível.

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