sexta-feira, 22
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outubro
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2021

Luciane Teixeira afirma que auditará as contas da prefeitura

Prefeita e vice debatem com a procuradoria um parecer sobre a situação financeira da prefeitura. Foto: Arquivo/O RegionalA prefeita de Agudos do Sul, Luciane Teixeira, que assumiu o cargo no último dia 1º, concluiu nesta semana, juntamente com sua equipe, um levantamento sobre a situação da prefeitura e seus setores. Segundo ela, é preocupante a condição financeira da municipalidade.

O levantamento apontou mais de R$ 350 mil de dívida direta com fornecedores e mais de R$ 200 mil de dívidas judiciais vencidas. Ela reclama também do endividamento, que apesar de ser legalizado, soma um grande montante; são mais de R$ 2,3 milhões em parcelamentos. “São ao todo cerca de R$ 3 milhões que o município terá que pagar”, cita o procurador, Eduardo Bolzon.

A nova equipe cita também deficiências na estrutura da própria prefeitura e secretarias, principalmente quanto à frota municipal. Segundo a prefeita, os veículos foram entregues em condições precárias, principalmente da Secretaria de Obras, onde boa parte está sem condições de uso. Outro exemplo citado pela equipe foi a falta de pneus em bom estado, inclusive na frota escolar. Teve que ser feita uma compra de pneus neste mês para dar condições de funcionamento, sendo que foi constatado que no ano passado havia sido feito um grande investimento quanto a isso.

Luciane afirma que por tudo isso se faz necessário uma auditoria para apurar as questões tecnicamente. Segundo a procuradoria, há inclusive investigação do Ministério Público sobre atos de anos anteriores. “Estamos cientes da situação difícil, mas estamos trabalhando e as mudanças já começam a aparecer”, cita a prefeita.

Alerta do TC – Segundo a prefeita, a prefeitura está em alerta do Tribunal de Contas, pois o município gastou mais do que o limite legal com folha de pagamento de pessoal. “Pegamos a prefeitura em situação difícil e com isso não podemos aumentar ou alterar qualquer estrutura do quadro funcional. A administração está ‘engessada’, mas esperamos em poucos meses sair desse alerta”, completa.

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