sábado, 19
 de 
junho
 de 
2021

Lojas de itens esportivos amargam acentuada queda no volume de vendas

Fabiana relata que a venda de chuteiras foi a que teve o maior impacto negativo. Foto: Arquivo/O RegionalEm meio a uma pandemia que fechou empresas e trouxe uma grande retração econômica, é difícil encontrar um segmento que não tenha sido impactado de forma negativa. Na parte comercial, as lojas de materiais esportivos vêm enfrentando uma queda acentuada no volume de vendas devido à interrupção de campeonatos.

Atendendo há mais de cinco anos em Piên, a 90’ Sport registrou uma diminuição de cerca de 90% nas vendas. “Este declínio foi puxado principalmente na linha de chuteiras, já que as atividades físicas coletivas estão suspensas”, relata a empresária Fabiana Cristina de Campos, citando que a interrupção das aulas também trouxe impactos negativos. “Calçados e outros itens eram bastante procurados pelos estudantes. Toda esta demanda foi cessada bruscamente”, lamenta.

Com a retomada das atividades das academias e a necessidade das pessoas realizarem exercícios físicos individuais, as vendas tiveram uma pequena retomada. “São itens de academia e roupas para caminhada e corrida”, conta Fabiana, que precisou renegociar o valor do aluguel. “Entramos em um consenso para ter condições de continuar com a loja funcionando. É o momento mais complicado já enfrentado e que exigirá de todos nós muita sabedoria e esforço”, ressalta.

Douglas conta que o movimento caiu consideravelmente nos últimos meses. Foto: Arquivo/O Regional

Quem também vive situação semelhante é a loja Profit Sports, que foi inaugurada há cerca de um ano em Agudos do Sul. “Estávamos vindo em um crescimento mensal das vendas de cerca de 15%. No entanto, em março, que foi o primeiro mês da pandemia, tivemos uma baixa de 50% na procura”, recorda o funcionário Douglas Antonio Xavier dos Santos, salientando que este cenário prosseguiu com o fechamento recente do comércio. “Estes dias sem atendimento foi complicado e agravou ainda mais a parte financeira das lojas. Quando nos mantivemos abertos, a procura foi exclusiva para itens de esportes individuais”, conta.

Operando no vermelho nos últimos meses, a loja segue aberta porque também é representante da Copel no município, o que auxilia no custeio do aluguel. “Vivemos este momento incerto e todos os empresários vem buscando se manter firmes”, opina Douglas, que mantém a esperança para a retomada pós-pandemia. “Espero que isto seja breve, tanto pela saúde das pessoas, quanto em virtude da parte econômica. Acredito que este retorno deverá fomentar muitos segmentos do comércio”, finaliza.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email