Atualmente, em tratamento contra um tumor no cérebro, Cristiane Mohr quer deixar registrado em um livro sobre as experiências da luta contra a doença, amizades nos corredores do hospital e curiosidades em torno do paciente oncológico
Em meio à rotina hospitalar exaustiva na luta contra um câncer metástico, a jornalista Cristiane Mohr, a Cris, de Mandirituba, encontrou uma forma de compartilhar as vivências do tratamento, experiências na UTI, amizades nos corredores e curiosidades em torno do paciente oncológico. Será através das páginas de um livro que a Cris se conectará com os leitores e abrirá detalhes de sua vida após a descoberta da doença.
Tudo começou em 2023, quando a jornalista recebeu o diagnóstico de câncer de mama e, após um ano, em 2024, ela descobriu metástase óssea e no fígado, fazendo Faço quimioterapias com docetaxel, trantuzumabe e pertuzumabe. Em março deste ano, uma ressonância magnética confirmou câncer no cérebro, sendo internada no mesmo dia para cirurgia e iniciando radioterapia.
Foi diante desta avalanche que Cris decidiu deixar tudo registrado em forma de livro. “Eu tive umas experiências, umas vivências dentro da UTI que foram bem impactantes. E eu estou escrevendo sobre elas, não só da rotina de uma pessoa com uma doença desse porte, mas também curiosidades, as amizades que a gente faz no trajeto, nem tudo é coisa ruim, tem bastante coisa boa que acontece no caminho. E eu estou com a equipe lá no Hospital São Vicente, sou muito grata a eles, muito grata mesmo, sempre dou um bom atendimento deles”, conta.
A jornalista também pretende abordar sobre a finitude da vida. “É uma doença que tem aumentado drasticamente o número de casos, só que ninguém fala sobre a morte. E eu li um livro da Ana Cláudia Quintana, que se chama ‘A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver’, e fala muito sobre essa questão, porque na verdade todos nós vamos morrer, isso é a única certeza que nós temos em relação à vida, e a gente não valoriza as pequenas coisas, a gente acaba sempre no automático, e fazendo as coisas pensando como se a gente fosse viver um milhão de anos, as pessoas querem ficar ricas para viver tanto tempo que daria para viver várias vidas ali, e tudo por ganância, tudo por sentimentos que não são legais, em vez de pensar no coletivo. Então, eu gostaria de fazer uns ensaios em relação a essas vivências”, complementa.
Em seu quarto ano de tratamento oncológico, Cris também tem tido altos custos com remédios e familiares. Diante do cenário, toda e qualquer ajuda financeira também é bem-vinda e pode ser feita via Pix no 92310869953.
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