sábado, 25
 de 
maio
 de 
2024

Fumicultores sofrem com a chuva em excesso e temem qualidade da safra

Fernanda lamenta os estragos causados pelas chuvas na fumicultura. Foto: Arquivo/O Regional
Fernanda lamenta os estragos causados pelas chuvas na fumicultura. Foto: Arquivo/O Regional
Muitos produtores tiveram suas lavouras de fumo afetadas e agora vivem expectativa pela melhora nas condições climáticas para que a produtividade possa avançar

Cidades paranaenses têm acompanhado, de forma apreensiva, o cenário de transtornos e estragos em decorrência das fortes chuvas que atingiram o Estado nas última semanas. Além das inúmeras avarias em casas, estradas e prédios, a área da agricultura também vem sendo castigada.

Com tamanha imprevisibilidade climática, muitas culturas vêm sendo prejudicadas, seja na semeadura ou no desenvolvimento da safra, como é o caso da fumicultura, a qual recentemente foi dado início ao plantio das mudas. Com o volume excessivo de chuva, muitas lavouras registraram perdas.

A família Biaobock, da comunidade de Palmitinho, em Piên, vem acompanhando diariamente a situação climática para dar sequência aos cuidados com a planta, como detalha a produtora Fernanda. “Plantamos o fumo no início de setembro, mas o sol acabou secando as mudas. Refizemos o plantio e a chuva acabou enterrando a planta”, conta.

Segundo Fernanda, a erosão vem comprometendo o bom andamento da safra. “Foram três compras de mudas de fumo, com muitas perdidas. Agora, fizemos a semeadura em canteiros para plantarmos em novembro. São cerca de 60 mil pés plantados, porém, já percebemos que há folhas amareladas, murchas ou afetadas por pragas”, comenta a fumicultura, que mantém a esperança por dias melhores para o setor agropecuário. “A expectativa é que a situação possa melhorar e que a safra tenha bons resultados para todos”, finaliza.

Em Campo Novo, plantio do fumo também teve uma série de avarias pelo excesso de água. Foto: Colaboração
Em Campo Novo, plantio do fumo também teve uma série de avarias pelo excesso de água. Foto: Colaboração

Morador de Campo Novo, também em Piên, Osni Gildo também compartilha a situação devastadora em plantações da comunidade. “Aconteceram alagamentos em volta das casas. Mesmo com chão de saibro de areia o solo não absorve mais água. A lavoura de fumo foi destruída em parte. Pontos em que a terra foi levada e ficou só na rocha. Muita terra e fertilizantes levados pelas águas”, lamenta.

Conforme já apontado pelo Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, as frequentes chuvas dificultam a colheita de soja e o plantio de outras culturas, como milho, soja e feijão. Nas lavouras já implantadas, a umidade em excesso provoca perda da qualidade do produto.

Previsão – Para os próximos dias, o Simepar indica poucas chances de chuvas volumosas, com o sol voltando a predominar e a esquentar um pouco mais, na metade sul, leste e Região Metropolitana de Curitiba (RMC).



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