Durante o mês de fevereiro, campanha reforça conscientização sobre a doença e importância do diagnóstico para sucesso no tratamento
O mês de fevereiro é destacado com a cor laranja para alertar a população sobre a leucemia, um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo, que, diferente de outros tumores que formam massas sólidas, se manifesta no sangue, cenário que reforça para o conhecimento sobre seus sinais e o diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento. Neste sentido, a campanha Fevereiro Laranja tem o objetivo de desmistificar a doença e incentivar o diagnóstico precoce.
A leucemia é um câncer que tem origem na medula óssea, onde as células sanguíneas são produzidas, ocorrendo quando os glóbulos brancos (leucócitos) sofrem uma mutação genética e passam a se reproduzir de forma descontrolada e anormal. As células doentes substituem as células saudáveis (glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas), comprometendo o sistema imunológico e a oxigenação do corpo. Dados obtidos pela reportagem junto ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, indicam que no período de 10 anos, entre 2015 e 2024 – último ano com dados disponíveis, foram 89 mortes em decorrência da doença nos municípios do suleste paranaense.
Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio do secretário Beto Preto, enalteceu a importância de conscientizar a sociedade para os cuidados com a doença. “Não existe uma forma comprovada de prevenir a leucemia, mas é possível reduzir os riscos, mantendo hábitos de vida saudáveis, e sempre ficar atento aos sinais, porque a detecção precoce é uma forma de evitar que a doença evolua com gravidade”, comentou.
Conforme detalhado pela pasta, a classificação da leucemia depende da velocidade de progressão e do tipo de célula atingida. Nas leucemias agudas, as células cancerosas se multiplicam rapidamente e é preciso tratamento imediato, enquanto as leucemias crônicas têm evolução lenta, e muitas vezes não apresentam sintomas iniciais claros.
No caso da leucemia linfoide, a condição afeta as células linfoides, que dão origem aos linfócitos, e a leucemia mieloide, as células mieloides, que dão origem a glóbulos vermelhos, plaquetas e outros tipos de glóbulos brancos.
Como a doença afeta os componentes do sangue, os sintomas costumam estar ligados à falta de células saudáveis, se manifestando com palidez, cansaço e falta de ar; infecções recorrentes e febre, manchas roxas e sangramentos, gânglios inchados e dores ósseas.
O tratamento para leucemia é fornecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A porta de entrada para os tratamentos é a Unidade Básica de Saúde (UBS), que vai fazer o encaminhamento para a atenção especializada.
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