sexta-feira, 25
 de 
junho
 de 
2021

Equipes de arbitragem enfrentam dificuldades sem as competições

Campeonatos municipais podem ficar sem data. Foto: Arquivo/O RegionalPraças esportivas fechadas, campeonatos interrompidos e uma série de atividades físicas suspensas. Todo este cenário causado pela pandemia também vem causando grandes impactos para os árbitros, que tiveram que paralisar bruscamente seus trabalhos.

Atuando há 11 anos em várias cidades da região, a empresa MKR Serviços de Arbitragem e Eventos Esportivos iniciou 2020 com a expectativa de calendário cheio de eventos. “Apitamos as primeiras rodadas das competições, as quais foram paralisadas ainda em março e desde então estão suspensas. Além disso, uma série de outras promoções também seriam iniciadas e foram canceladas”, relata o empresário e árbitro Edgar Ramos Júnior.

A empresa conta com 25 profissionais, sendo que para 20% destes árbitros a fonte de renda era exclusiva da atividade esportiva. “Os profissionais do esporte, dentre outras categorias, foram muito afetados com a pandemia. Com isso, muitos tiveram que migrar para outro ramo e abandonar seus treinamentos”, lamenta Edgar, salientando ainda que havia árbitros em formação. “Disponibilizamos dois cursos preparatórios e estes alunos estavam iniciando suas carreiras, apitando os primeiros jogos oficiais. Estes acabam sentindo um pouco mais este momento porque estavam em desenvolvimento”, avalia.

Um dos campeonatos paralisados é o suíço do Ninho do Corvo, em Quitandinha. Foto: Arquivo/O Regional

Sem uma previsão da retomada das competições, Edgar acredita que muitas promoções podem nem sequer ocorrer neste ano. “O esporte amador não tem a estrutura para garantir a segurança dos participantes frente à pandemia. Somado a isso, as datas são curtas e temos as eleições que também causam mudanças no calendário esportivo”, pondera Edgar, defendendo que o reinício das atividades deve ocorrer somente com o controle da doença. “Todos estamos passando por um momento difícil, mas precisamos ser prudentes para que não agravemos ainda mais o contágio da doença e tenhamos que ter medidas ainda mais restritivas na sequência, causando um número maior de mortes”, finaliza.

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