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2021

Em formato híbrido, ano letivo da rede estadual começa em 18 de fevereiro

Ao lado do ministro e do secretário da Educação, Ratinho Junior detalhou sobre o formato de aulas. Foto: Rodrigo Félix LealA rede estadual de ensino dará início ao ano letivo de 2021 no dia 18 de fevereiro em formato híbrido, ou seja, com parte dos alunos assistindo às aulas de forma presencial nas escolas, enquanto o restante acompanha, simultaneamente, a mesma aula de maneira remota.

A confirmação do calendário escolar foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior durante entrevista coletiva, na última terça-feira, no Palácio Iguaçu, com a presença do ministro da Educação, Milton Ribeiro. A intenção é que haja um revezamento semanal entre os estudantes dentro do próprio sistema.

O governador comentou sobre o planejamento para 2021. “Montamos um planejamento especial, com todos os cuidados necessários para que os alunos possam voltar às aulas presenciais de uma maneira segura. O retorno é um anseio da sociedade, pela volta da convivência no ambiente escolar”, afirmou Ratinho Junior. “É um modelo que garante qualidade e segurança para estudantes e professores”, completou.

Segundo o governador, a prioridade será dos alunos que não têm acesso à tecnologia em casa, como um computador ou aparelho de telefone celular – o Governo do Estado já subsidia atualmente, com a programação de ensino a distância, a internet de quem não tem condições de pagar por um provedor. Aqueles que não se enquadrarem na categoria poderão seguir o modelo atual, com a impressão do material didático.

Conforme a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, os colégios estaduais vão adotar as medidas do protocolo de prevenção contra a Covid-19 elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde, seguindo o mesmo modelo já usado no retorno de atividades extracurriculares no fim de outubro. Entre outros itens, haverá medição de temperatura na entrada das escolas, uso obrigatório de máscara, distanciamento social respeitando o distanciamento de 1,5 metro entre alunos e disponibilização de álcool em gel dentro da escola.

O secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder, explicou que a capacidade da sala de aula também será reduzida a no máximo 50% da ocupação normal. “Pensamos em salas de aulas com oito a dez alunos no máximo, seguindo fielmente os protocolos exigidos pela Secretaria da Saúde”, ressaltou.

Transmissão de aulas – Paralelamente, um novo modelo de transmissão de aulas remotas será adotado e a nova formulação das aulas a distância permitirá maior interação com os estudantes, com transmissão via Google Meet, já usado em 2020 pelos professores da rede. No começo do ano essa transmissão será feita através de notebooks, mas a intenção é entregar um novo equipamento, atualmente em fase de testes pela Secretaria, para substituí-los. Cada sala de aula terá ainda ponto de acesso wi-fi e uma TV LED instalada em um suporte, conectada a um computador com acesso à internet e a uma câmera com microfone. Assim, o professor dará aula aos alunos que estão na sala ao mesmo tempo em que poderá ver e interagir com os que estão em casa, transmitindo a todos o mesmo conteúdo. A modalidade permite, portanto, um ensino completo, interativo e dinâmico, com investimento por parte do governo do Estado de R$ 70 milhões.

Prevenção e autorização – Apenas no segundo semestre de 2020, foram investidos R$ 5,96 milhões na compra de equipamentos de prevenção para abastecer as mais de 2 mil escolas do Estado com álcool em gel, álcool líquido 70%, dispensers para o produto, medidores de temperatura, macacões para as equipes de limpeza e máscaras de tecido. Outros materiais como luvas e botas para profissionais de limpeza e fitas adesivas para orientar o distanciamento social em pátios e salas de aulas estão sendo adquiridos pelas próprias escolas, com verba do fundo rotativo.

A confirmação da presença dos alunos nas escolas será feita por meio de autorização assinada pelos pais ou responsáveis legais, e eles terão liberdade para aderir ou não ao modelo presencial. Profissionais do grupo de risco, por exemplo, estão liberados das atividades presenciais.

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