sexta-feira, 24
 de 
setembro
 de 
2021

E temos mais uma nova virose: Coronavírus

O nosso espírito de superioridade planetário cai por terra toda vez que uma doença atinge a humanidade. Foi assim com a Peste Negra de 1333 a 1351 (50 milhões de mortos), Tuberculose de 1850 a 1950 (1 bilhão de mortos), Varíola de 1896 a 1980 (300 milhões de mortos), Gripe Espanhola de 1918 a 1919 (20 milhões de mortos), Tifo de 1918 a 1922 (3 milhões de mortos), sarampo até 1963 (6 milhões de mortos), Malária desde 1980 (3 milhões de mortos por ano) e a AIDS que desde 1981 já causou a morte de 22 milhões de pessoas.

Algumas doenças ainda não têm cura e talvez este seja o fato que mais nos aflige. Precisamos acima de tudo investir em prevenção da população e valorização dos profissionais de saúde. Somente com medicina preventiva e estrutura adequada conseguiremos garantir a segurança que precisamos. Sem estratégia continuaremos inseguros como estamos agora com o Coronavírus.

Os vírus são os únicos seres acelulares do planeta e devido a sua estrutura são obrigatoriamente parasitas das células as invadindo e controlando as suas atividades. No caso específico do Corona observamos como sintomas febre, tosse, fadiga e dificuldade para respirar. Como este vírus já se disseminou pelo mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia, fato também ocorrido em 2009, para o H1N1. Mais de uma centena de países já se declararam com casos de infecção com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

Mas o que devemos fazer? Primeiramente não entrar em pânico. A taxa de letalidade do novo vírus não passa de 3%, menor do que a da SARS (8%) e da dengue (3,8%). Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem por conta própria e ainda não temos medicação disponível. Mesmo assim devemos evitar tocar nos olhos, nariz e boca e lavar as mãos frequentemente com água e sabão. Pessoas doentes devem ser evitadas. Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e desinfete os objetos e as superfícies em que for tocar. Prevenir é o melhor remédio.

Por: Raphael Rolim de Moura – Biólogo, Especialista em Gestão e Planejamento Ambiental, Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor universitário e atualmente ocupa Diretoria na Comec

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