segunda-feira, 29
 de 
novembro
 de 
2021

Dia do médico reforça a importância do trabalho destes profissionais

Doutora Norka atua como médica desde o ano de 2007. Foto: Arquivo/O Regional
A data faz uma homenagem a São Lucas, considerado o padroeiro da profissão

No dia 18 de outubro é lembrado o Dia do Médico. A data faz uma homenagem a São Lucas, santo católico e padroeiro da profissão. Segundo registros da bíblia, São Lucas teria exercido a medicina. Com a pandemia, ficou evidente a importância desta profissão, a rotina exaustiva e a tentativa incessante na luta pela vida.

Esses profissionais atuam no cuidado da saúde da população, de maneira preventiva e indicando caminhos para a prevenção de um diagnóstico, com objetivo de tratar enfermidades. A medicina foi regulamentada de maneira completa através do Código Federal 12.842/2013, com o estabelecimentos as funções de médicos e por questões que podem ser desenvolvidas pelos demais trabalhadores da saúde.

Dra. Norka Nishihara, que atua no Brasil desde o ano de 2014, afirma que um dos maiores desafios da profissão é realizar um atendimento humanizado e resolutivo aos pacientes mesmo em meio à grande demanda e a escassez de recursos, além da carga de trabalho também ser alta. “A gente precisa enxergar o paciente além do biológico, considerando seus aspectos biopsicossociais. A nossa jornada de trabalho às vezes é extensa e cansativa”, afirma.

A profissional afirma que com a pandemia houve o medo diário da contaminação por parte dos profissionais médicos. “Passamos a encarar um problema de proporção imensa, porém desconhecido. O receio de se contaminar, contaminar familiares e até os próprios pacientes nos levaram a mudar nossa forma de se vestir, nos fizeram abandonar os adornos e dar lugar aos inúmeros EPI’s”, comenta Dra. Norka.

A falta de recursos, leitos e medicações fizeram os médicos racionarem recursos, tomar difíceis decisões e lidar com o sentimento de impotência, segundo Dra. Norka. “A rotina médica mudou de forma absurda durante a pandemia trazendo maior valorização, mas também maior responsabilidade ao profissional médico diante da grande calamidade”, descreve.

Médico André Albino conta os desafios enfrentados. Foto: Divulgação

O clínico geral André Albino Borges, médico de Agudos do Sul e Fazenda Rio Grande, atua desde o ano de 2013 no Paraná e afirma que os principais desafios da profissão são a carga horária e a pressão que enfrentam diariamente. “Muitas vezes enfrentamos situações estressantes que exigem muita responsabilidade, pois lidamos com vidas”, comenta.

O médico comenta que, com o início da pandemia, houve a necessidade de exercer diariamente a empatia. “Com a pandemia tivemos que nos sensibilizar cada vez mais, pois vimos muitos colegas e familiares tendo a vida ceifada pelo coronavírus. Inclusive, perdi minha mãe nessa pandemia, além de mais cinco familiares”, desabafa o profissional.

Dr. André também pegou o coronavírus. O médico comenta o sentimento de ver pessoas perdendo seus familiares. “Foi muito estressante. Mas graças a Deus deu tudo certo, me recuperei. Mas fico triste por tantas famílias que choraram por perder um ente querido por essa pandemia”, narra.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email