sábado, 13
 de 
agosto
 de 
2022

Crônica de uma morte anunciada

O escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez publicou em 1981 o livro “Crônica de uma morte anunciada”. Nele, o assassinato de Santiago Nasar está anunciada desde a primeira linha da história sendo que mesmo toda comunidade sabendo do iminente fato nada nem ninguém o salva. García Márquez pode ser citado no caso da dragagem das praias de Balneário Camboriú/SC e agora em Matinhos/PR.

A morte anunciada das praias dá-se em virtude da ocupação irregular destas por décadas. Com mais de 145 mil habitantes, Balneário Camboriú teve o seu desenvolvimento principalmente por causa do então presidente João Goulart, que na década de 1960, fez com que a rodovia BR-101 passasse perto da cidade. De lá para cá o que vemos? A altura dos prédios da orla trouxe tanta área sombreada que a largura da faixa de areia da praia teve que ser aumentada de 25 para 70 metros, em média, nos quase 6 km de extensão ao custo de quase 90 milhões de reais.

Em Matinhos com seus 35 mil habitantes? A ocupação muito próxima da faixa de areia e a destruição da restinga fez com que a faixa de areia praticamente desaparecesse em vários quilômetros. A engorda da orla ocorrerá entre os balneários Flórida e Caiobá terá de 80 a 100 metros. Obra custará R$ 124,5 milhões, de acordo com o Instituto Água e Terra (IAT) e tem a extensão de pouco mais de 6 km.

A falta de planejamento visto em Balneário Camboriú e Matinhos fez com que a morte anunciada chegasse. Estas medidas são para apagar o “incêndio” atual e daqui há alguns anos tem grande chance de terem de ser refeitas. Não temos o domínio da natureza e a falta de planejamento custa muito caro, tanto financeiramente quanto ambientalmente. Pense nisso!

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