quarta-feira, 17
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agosto
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2022

Crise financeira da União e do Estado tem reflexo direto nos municípios

Por falta de repasses, obras de pavimentação até o distrito industrial em Piên foram paralisadas ainda no ano passado/Foto:O RegionalAs prefeituras dos municípios da região estão em estado de alerta e já não escondem a dificuldade financeira que vem sendo enfrentada nos últimos meses. A expectativa é que 2015 seja um ano de recessão financeira e será necessário contenção de despesas e definição de prioridades por parte dos gestores públicos.
Sete das dez cidades da região da Amsulep enfrentam algum tipo de dificuldade na continuidade e conclusão de obras e na prestação de serviços básicos nas áreas de saúde e educação. A prefeitura de Agudos do Sul já licitou a aquisição de um rolo compactador e equipamentos agrícolas no valor de 400 mil reais, nova pavimentação com custo de 500 mil e melhoria em infraestrutura para a saúde na ordem de 100 mil. São recursos federais autorizados mas que não foram depositados ainda. Do governo estadual a prefeitura aguarda 100 mil reais para pagar três novos veículos adquiridos pela administração municipal, além de verba para concluir uma creche.
Na cidade de Rio Negro, a prefeitura aguarda liberação e pagamento de emendas federais. “Temos o apontamento do recurso, mas nenhuma previsão de pagamento”, relata o prefeito Milton Paizanni. Ele esteve recentemente com o governador Beto Richa, onde pediu prioridade no repasse dos recursos para a conclusão da unidade de saúde do Bairro Alto e do calçamento no Seminário e Matão do Caçador.
Situação semelhante vive a prefeitura de Piên, que aguarda a liberação de 838 mil reais para dar continuidade à pavimentação que vai do centro da cidade até o distrito industrial. “Existe uma sinalização do governo estadual para retomada dos repasses em fevereiro, portanto é preciso aguardar”, informou o secretário de Administração, José Luiz Barros.
A prefeitura de Quitandinha está construindo uma unidade de saúde na localidade do Rio da Várzea. A obra está avaliada em 470 mil reais e desse valor, o estado repassou até agora 94 mil. Apesar do andamento das obras, a continuidade dos trabalhos depende do repasse do restante do recurso.
Além de obras físicas, os governos federal e estadual também têm participação em importantes serviços oferecidos à população. Todos envolvem repasse financeiro e quando o pagamento atrasa, o trabalho fica comprometido, tendo as prefeituras que arcarem com o prejuízo. Na Lapa, por exemplo, a prefeitura aguarda o pagamento de uma parcela de 2014 referente ao transporte escolar. São 149 mil reais do governo do estado. Em Tijucas do Sul, o governo do estado repassa mensalmente 25 mil para o hospital municipal e as últimas parcelas não foram depositadas. Em Fazenda Rio Grande também há atrasos em obras devido aos atrasos nos repasses estaduais. Houve situações em que convênios foram cancelados depois do início das obras, o que faz com que elas parassem, já que a prefeitura não tem dinheiro para arcar com tantas despesas.
O governador Beto Richa destacou na última semana que a intenção é cumprir com todos os compromissos assumidos, embora o momento seja de cautela e ajustes nas finanças estaduais. Muitos prefeitos da região já estão recorrendo aos seus deputados estaduais para não perder investimentos e poder concretizar obras já iniciadas.

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