O controle das pausas térmicas, previstas na legislação trabalhista brasileira, pode deixar de ser visto apenas como uma exigência legal e passar a ser entendido como um fator estratégico para aumento da produtividade e bem-estar dos trabalhadores, é o que afirma Rigoberto Costa, diretor da ztrax, empresa pioneira e especialista no monitoramento de pessoas e ativos.
Segundo o especialista, estudos da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) apontam que colaboradores que respeitam intervalos adequados em ambientes de baixa temperatura apresentam menor índice de fadiga, maior precisão em tarefas repetitivas e redução significativa de erros operacionais:
“A explicação é simples: períodos curtos de descanso permitem a regulação térmica do corpo, prevenindo queda na concentração, desconfortos físicos e riscos de doenças ocupacionais. Quando o trabalhador tem condições de recuperar a temperatura corporal, ele volta ao posto mais atento, com reflexos mais ágeis e menos propenso a acidentes”, explica Rigoberto.
Além do ganho de performance, o especialista destaca que há um impacto econômico relevante nas empresas que aplicam a pausa térmica com eficiência, como a redução da taxa de absenteísmo, ou seja, menor número de faltas e maior produtividade:
“As empresas que controlam via tecnologia a pausa térmica com o controle de funcionários em ambientes frios relatam corte de custos com retrabalho, desperdícios e faltas para consultas médicas”, finaliza Costa.
A NR 36 estabelece pausas obrigatórias de 20 minutos a cada 1h40 em ambientes de temperatura inferior a 15ºC, e muitas companhias estão ampliando essas práticas com medidas complementares, como salas de aquecimento e programas de ergonomia. Para setores como alimentos e logística refrigerada, em que a rotatividade de funcionários é alta, oferecer condições adequadas pode ser um diferencial na retenção de talentos, finaliza o especialista.

